Do esporte a ancestralidade: Banco de Planos ganha novas propostas focadas na igualdade de gênero nas escolas
Com a inclusão de novos planos e relatos, o Banco de Planos do site Gênero e Educação já conta com 190 propostas pedagógicas, fortalecendo o direito das comunidades escolares abordarem gênero e sexualidade.
27 de fevereiro de 2025
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O projeto Gênero e Educação da Ação Educativa atualizou seu banco de planos, disponibilizando novas propostas pedagógicas em seu site, e convida as comunidades escolares a conhecerem os trabalhos dos educadores selecionados.
Em 2023, o projeto Gênero e Educação lançou a terceira edição do edital, com o tema: “Enfrentando o sexismo, racismo e a LGBTQIAfobia na escola”. Naquele ano, como parte das ações do ciclo comemorativo promovido pela Ação Educativa, pelos 20 anos da alteração da Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional pela Lei 10.639, a edição teve como objetivo selecionar propostas que dialogassem com a interseccionalidade e o combate às desigualdades de gênero e raça em espaços educacionais.
Sobre o Edital Igualdade de Gênero
A primeira edição do edital aconteceu em 2020, convidando integrantes de comunidades escolares, movimentos sociais e organizações da sociedade civil a participar. O edital recebeu mais de 270 inscrições de diversas partes do país em sua estreia.
Em uma cerimônia de reconhecimento público, o ativista e educador paquistanês Ziauddin Yousafzai – pai da ganhadora do Prêmio Nobel da Paz Malala Yousafzai – participou do evento e parabenizou os participantes. Demonstrando-se inspirado pela iniciativa, afirmou que a igualdade de gênero é um elemento fundamental na educação de estudantes e que sua abordagem protege meninas da violência.
“Como para como pai e professor, quero dizer que a igualdade de gênero é o valor mais importante que precisamos transmitir aos nossos filhos por meio da educação. Costumo dizer que, qualquer sistema educacional que não transmita o valor da igualdade aos nossos filhos, significa que há algo de errado com a qualidade da educação” afirmou o educador.
Novas propostas no Banco de Planos
Após análise da equipe do projeto, novas propostas foram recentemente adicionadas ao Banco de Planos Igualdade de Gênero, disponível gratuitamente no site. As iniciativas incluem desde planos de aula até relatos de experiências, abordando diferentes perspectivas e contextos educacionais.
Do esporte à ancestralidade, em diferentes espaços e contextos, os temas das propostas estabelecem a dimensão de gênero como um campo frutífero para o diálogo, a troca de experiências e a construção de relações e afetos.
As propostas abordam desafios como as desigualdades de gênero e raça na tecnologia e no futebol, além de incentivarem e apresentarem caminhos para discutir temas como racismo e ancestralidade não somente nas disciplinas de humanas, mas também nas aulas de biologia.
Em abril, a Ação Educativa lançará publicamente a quarta edição do Edital Igualdade de Gênero na Educação Básica, convidando comunidades escolares, estudantes, profissionais da educação, pesquisadores, arte-educadores, movimentos sociais, coletivos juvenis, artísticos e literários, além de organizações da sociedade civil, a inscreverem suas propostas. Mais informações estão disponíveis no site generoeeducacao.org.br.
“Pequeno Dicionário” atualiza novos termos do debate político brasileiro
Segunda edição da publicação produzida por linguistas explica como “identitarismo”, “linguagem neutra”, “cidadão de bem” e “liberdade” foram cooptados pelas forças políticas brasileiras.
12 de dezembro de 2023
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O que é “identitarismo” e por que é uma acusação? A “linguagem neutra” é um atentado à língua portuguesa? E a “família” tradicional é uma realidade ou um ideal brasileiro? Essas são algumas perguntas que a segunda edição da publicação “Termos ambíguos do debate político atual: pequeno dicionário que você não sabia que existia” pretende responder.
A publicação, disponível no site do projeto, reúne alguns termos mais frequentes do atual debate político brasileiro – como “patriotismo”, “ideologia de gênero” e “politicamente correto” – e detalha os percursos que fizeram com que virassem presença quase obrigatória em nosso vocabulário político da última década. A primeira versão foi lançada em 2022 com oito verbetes, e a segunda edição traz seis adições: “globalismo”, “identitarismo”, “linguagem neutra”, “cidadão de bem”, “liberdade” e “família”.
“O Pequeno Dicionário é um trabalho em constante construção, dado o dinamismo do próprio debate político e de novos termos que vão paulatinamente sendo inseridos no senso comum”, enfatiza Rodrigo Borba, professor de Linguística Aplicada na UFRJ e co-coordenador do projeto.
Novos termos
Esta segunda edição traz, por exemplo, verbetes acionados nas duas campanhas presidenciais do ex-presidente Jair Bolsonaro: em 2018, “cidadão de bem”, e em 2022, “liberdade”. “O termo “cidadão de bem” se popularizou num contexto de programas policiais, servindo desde sempre como um demarcador de condutas entre supostos bandidos e a população geral. O acionamento e popularização desse termo foram parte fundamental do processo que levou a extrema-direita ao poder”, destaca Isabela Kalil, Coordenadora de Pós-Graduação em Antropologia da FESPSP e autora desse capítulo.
Já o autor de “Liberdade”, o sociólogo José Szwako, destaca a centralidade do termo nas mobilizações conservadoras do Brasil atual. “Hoje é difícil imaginar algum tópico ou objeto de relevância para o conservadorismo que não tenha a evocação da “liberdade” como central. E nessa evocação a liberdade é muitas coisas: liberdade para não se vacinar, para ofender, liberdade para linchar. Nesse contexto, o verbete discute as concepções sobre liberdade, os limites e, sobretudo, esse uso contemporâneo onde a liberdade passa a ter usos autoritários”, destaca.
O “Pequeno Dicionário” é uma iniciativa do Observatório de Sexualidade e Política (SPW) em parceria com pesquisadores da área de linguística aplicada da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). A publicação resgata a história das expressões selecionadas, destacando os momentos em que estas passam a ser usadas como acusação no debate público. O objetivo do projeto é que os leitores, conhecendo a história e o percurso desses termos, possam decidir de maneira informada se faz sentido manter ou incorporar essas expressões em seu vocabulário.
“Os termos tratados neste pequeno dicionário foram sendo sorrateiramente absorvidos pelo senso comum desde o final dos anos 1990 e hoje fazem parte do vocabulário político comum e corrente. É como se esses bordões sempre tivessem existido. Ninguém se pergunta de onde vieram, como foram criados e a que se destinam. Recuperar essas trajetórias foi uma de nossas motivações, porque isso é vital para saber como melhor contestá-los”, diz Sonia Corrêa, ativista e pesquisadora feminista e co-coordenadora do SPW.
Linguagem acessível e diferentes formatos
Uma das grandes preocupações dos realizadores do projeto é manter uma linguagem acessível, capaz de alcançar públicos fora da academia. Por isso, a publicação chega em duas versões: uma para leitoras e leitores com escolaridade de nível superior e outra dedicada a quem está no Ensino Médio. Todos os textos foram construídos sob conceitos de Línguística aplicada. “Na edição jovem, todos os verbetes ficaram ainda mais curtos e descomplicados, em um processo de condensação e simplificação textual realizado através de uma ferramenta que avalia o nível de dificuldade de um texto. Este é um processo chamado de ‘tradução intralinguística’, isto é, a tradução de um texto dentro da mesma língua, orientada por metas e públicos diferentes”, diz Janine Pimentel, associada ao Núcleo de Estudos da Tradução da UFRJ.
Além disso, todos os verbetes dos “Pequenos Dicionários” se iniciam com uma ilustração que sintetiza as ideias nele contidas. Carol Ito, jornalista, quadrinista e vencedora do Troféu Vladimir Herzog de Anistia e Direitos Humanos é quem assina os quadrinhos e a capa das publicações.
Confira o resultado do Edital Igualdade de Gênero na Educação Básica 2023
Hoje, 23 de outubro, às 19h, realizaremos uma transmissão ao vivo para homenagear as 10 propostas que se destacaram por sua criatividade e compromisso.
23 de outubro de 2023
Autor: Jész Ipólito
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É com grande prazer que compartilhamos os resultados da terceira edição do Edital Igualdade de Gênero na Educação Básica, que ocorreu de março a maio deste ano. Recebemos um total de 125 propostas, demonstrando o forte interesse em promover a igualdade de gênero na educação.
O Comitê de Seleção, composto por uma equipe de profissionais e pesquisadores em gênero, raça e sexualidade na educação básica, analisou criteriosamente todas as propostas e selecionou as 10 que se destacaram por sua criatividade e compromisso.
Hoje, 23 de outubro, às 19h, realizaremos uma transmissão ao vivo para homenagear esses projetos. Você pode conferir a lista de selecionados e participar da cerimônia de reconhecimento para conhecer as autorias das 10 propostas mais criativas acessando o link da transmissão ao vivo no YouTube da Ação Educativa (clique aqui).
Lista de resultado: Edital Igualdade de Gênero na Educação Básica 2023
AUTORAS E AUTORES
TÍTULO DA PROPOSTA
Agda Priscila da Silva, Alinne França Barros, Ana Gleysce Moura Brito, Árison Rodrigo de Brito, César Augusto Soares da Silva, Deysiane Ariele Nunes de Oliveira, Fernanda de Melo Beltrão, Jaime Cauã Lauriano de Lima, José Anderson Bezerra do Nascimento, Laís de Souza Lira, Lara Lemos Raulino de Souza, Letícia Franco Lemos dos Santos, Letícia Maria Oliveira Advíncula, Li Neves da Silva, Luis Philipe Machado, Luma Sabar Gomes Lins Santos de Barros, Maria Cecília de Oliveira Pacheco, Maria Júlia da Silva Pinto, Maria Júlia de Alcântara Martins, Maria Júlia Nunes Dantas, Maria Karolyne da Rocha Ferreira e Saulo José de Sena Silva.
Expo fotos de negros comuns: o cotidiano d@s trabalhadores negros em Natal-RN
Aloísio Sousa Castro Junior e Luís Fellipe da Fonseca Lima Soares
RAÍZES AFROANCESTRAIS
Alexandra Eugênia Araújo, Regina Célia do Couto e Katharina Jahmile Rodrigues Araújo
Reescrevendo contos de fada: Preta de Ébano e Branca de Neve
Ana Maria Rivera Fellner
Entre Algumas Outras Tecnologias
Ana Paula Rocha de Azevedo
Cultura afro-brasileira e indígena na Educação Infantil
Antônio Barros de Aguiar
Vamos ao Cinema? O Cinema Negro como recurso didático e conhecimento histórico
Cláudia Naoum
Clube das Cartas Secretas
Cláudia Santos Pereira
Futsal feminino, gênero e espaço de fala: Desmistificando mitos
Débora Lopes Alves Duarte
As mulheres negras na história do Brasil
Déborah Goulart Silveira, Rafael da Silva Cezar e Monica Melo
Sete Mulheres
Eliana Cristo de Oliveira
Vozes da África – uma experiência literária, gastronômica e sensorial
Elisângela Cristina Siqueira de Melo
Senhoras, sagradas, co(n)sa(n)gradas!
Elizangila Sousa de Jesus
Wakanda para sempre
Emanuelle Souza Pacheco, Marcela Bianca Guedes Lopes, Júlia Souza e João Vitor Frutuoso
Narrativas dos povos originários sobre a Terra e o tempo
Francisca Valeria Silva de Almeida, Ana Célia Pereira Damasceno de Macedo e Francigelda Ribeiro
Versos empenhados contra a violência a mulher
Gabriel Santinelli Felipe Godoy e Nickolas Spinelli Klein
Ensino por narrativas: diversidade sexual e de gênero
Helen Regina Fernandes Nascimento
Conhecendo minha identidade africana
Juliana Kummer Perinazzo Ferreira
Vida Maria: Marias e suas vidas.
Larissa Scotta
Por uma educação antirracista: discutindo o racismo linguístico
Laina Caroline dos Santos Sousa, Maria Rosane Costa Torres e Luciano Ribeiro Ferreira Garcia
Uma experiência interdisciplinar para o ensino da cultura africana
Marília Farias Xavier
Oficinas de Autonomia Leitora e Relações Étnico-raciais da Pedagopreta.
Marileide Silva França e Carla Santos Pinheiro
Histórias do meu lugar: Trajetórias de mulheres que inspiram a nunca parar
Maria Claudia Gorges
Entre algumas outras tecnologias
Rodrigo Chandohá da Cruz e Cintia Metzner de Sousa
Trabalhando a Transexualidade e a Não-Binariedade usando a Literatura Infantil.
Rosana de Souza Pereira Carvalho
A Escola de samba visita à escola formal
Samara da Rosa Costa
África em nós: Práticas de alfabetização e letramento racial
Suemys Luize Pansani Tavares
Descoloniza aí, EREMI!
Indicados ao Reconhecimento Público:
AUTORES E AUTORAS
TÍTULO DA PROPOSTA
Aldenora Resende dos Santos Neta, Ana Carolina Abrao Neri, Antonio Higor Gusmao dos Santos, Carolina da Silva Portela, Camila Fernanda Pena Pereira, Emanuele da Silva Freire, Joice Fernanda Pinheiro, Maria Jandira de Andrade, Odla Cristianne Patriota Albuquerque, Saulo Barros da Costa, Patricia Fortes de Almeida
Úrsula em Quadrinhos: Protagonismos femininos e enfrentamentos no século XIX
Ana Lúcia Nunes de Sousa, Aline Silva Dejosi Nery, Luciana Ferrari Espíndola Cabral, Mariana da Silva Lima
Mulheres Negras Fazendo Ciência
Ana Caroline Gonçalves, Amanda Sales Santos, Ana Clara Fernandes Nascimento, Ruan Coutinho Rodrigues, Eliana Cristo de Oliveira
Clube de Leitura Black Girls
Cláudio Emanuel Dos Santos, Cláudio Vinícius Maia de Melo, Henrique da Silva Barbosa
Grafite e as artes desintegradas
Deysiene Cruz Silva
CART(a)GRAFIAS INTERGERACIONAIS: sexismo e racismo nas escolas.
Fernando Augusto do Nascimento
Julian é uma sereia: narrativas biográficas interseccionais na escola
Gabriel Santinelli Felipe Godoy, Maíra Mello Rezende Valle
Sistemas Reprodutores: uma perspectiva antirracista e de combate à LGBTQIAfobia
Glauberto da Silva Quirino, Mariana de Oliveira Duarte
Relações de Gênero nas aulas de Educação Física
Hemily Pastanas Marinho, Luiz de Oliveira Auleriano
Clube de Leitura Ikiratsen Waina Kokama (Clube de Leitura Criança Mulher Kokama)
Hilson Santos Olegario
Os Estudos de Gêneros e de Sexualidades no combate ao racismo e a intolerância
Edital 2023 contará com uma segunda lista de aprovados em dezembro
Algumas propostas estão em processo de avaliação devido à necessidade de informações adicionais para sua aprovação final. As pessoas proponentes serão contatadas pela equipe de Gênero e Educação para obter os pareceres necessários e tornar as propostas mais completas e compreensíveis. Mais atualizações via e-mail.
Quando as propostas ficam disponíveis no banco de planos?
Após passarem por um processo de revisão, todas as propostas aprovadas – da primeira lista e, também, da segunda – ficarão disponíveis no banco de planos do site Gênero e Educação até dezembro de 2023. A equipe do Projeto Gênero e Educação entrará em contato com cada proponente para enviar devolutivas e as avaliações feitas sobre as propostas.
Dúvidas e informações: generoeeducacao@acaoeducativa.org.br
Decisões do STF contra censura em escolas é tema de campanha nas redes sociais
Com uma série de vídeos, entidades buscam fortalecer educadoras/es e comunidades escolares para enfrentar perseguições e a autocensura
13 de abril de 2022
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A Ação Educativa, em articulação com diversas entidades que atuam na defesa dos direitos humanos, lançou nesta quarta o primeiro vídeo de uma campanha que visa disseminar as decisões do Supremo Tribunal Federal de 2020, que afirmaram a inconstitucionalidade de leis que proibiam a abordagem de gênero nas escolas e de leis inspiradas no Escola sem Partido. Com o lema “Escola que cuida e protege fala de igualdade de gênero”, a campanha reafirma a liberdade e o pluralismo no ensino, a proteção de crianças e adolescentes e o dever do Estado de enfrentar todas as formas de discriminação baseadas em gênero e orientação sexual.
A campanha será composta por quatro vídeos, além de outros materiais para serem compartilhados nas redes sociais. A iniciativa visa também enfrentar o pânico moral e a desinformação promovida por movimentos ultraconservadores, acirrados em anos eleitorais, e disseminar o Manual de Defesa Contra a Censura nas Escolas, publicação lançada por Ação Educativa e mais 80 entidades de educação e direitos humanos em fevereiro deste ano. A publicação apresenta orientações jurídicas e estratégias político-pedagógicas em defesa da liberdade de aprender e de ensinar, baseadas em normas nacionais e internacionais e na jurisprudência brasileira.
Sobre a Ação Educativa
Criada em 1994, é uma organização de direitos humanos, sem fins lucrativos, com uma trajetória dedicada à luta por direitos educativos, culturais e da juventude. Desde a sua fundação, integra um campo político de organizações e movimentos que atuam pela ampliação da democracia com justiça social e sustentabilidade socioambiental, pelo fortalecimento do Estado democrático de direito e pela construção de políticas públicas que superem as profundas desigualdades brasileiras, bem como pela garantia dos direitos humanos para todas as pessoas. Desde 2018, a Ação Educativa é apoiada pelo Fundo Malala.
Edital Igualdade de Gênero na Educação Básica: nova edição seleciona propostas de educação infantil e de educação de jovens e adultos
O edital visa valorizar o conhecimento e experiência de educadoras e ecoar decisões do STF, de 2020, que estabeleceram como dever do Estado brasileiro a abordagem de igualdade de gênero em escolas.
4 de novembro de 2021
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A Ação Educativa, em aliança com mais de 50 entidades comprometidas com a luta pelo direito humano à educação de qualidade, lança nesta quinta-feira (04/11), a segunda edição do Edital Igualdade de Gênero na Educação Básica.
Com foco na Educação Infantil e na Educação de Jovens e Adultos este ano, o Edital conta com o apoio do Fundo Malala e visa estimular a construção e a divulgação de planos de aulas, planos de atividade ou de práticas cotidianas, sequências didáticas e relatos de experiência comprometidos com a igualdade de gênero.
As inscrições estão abertas até 15/12 (quarta-feira) via formulário. Podem participar do Edital: educadoras e educadores, pesquisadoras e pesquisadores, organizações da sociedade civil, coletivos, movimentos sociais e profissionais de educação de todo país que atuam na Educação Infantil e na Educação de Jovens e Adultos.
As 10 propostas mais criativas e em acordo com os critérios estabelecidos no edital serão reconhecidas em evento virtual e integrarão o banco de planos de atividades e de aula do site Gênero e Educação. Leitores digitais e bolsas de estudo no Centro de Formação Educação Popular, Cultura e Direitos Humanos da Ação Educativa também fazem parte da premiação.
Segundo as entidades idealizadoras, o novo edital visa enfrentar a censura nas escolas promovida por movimentos ultraconservadores, além de ecoar as decisões do Supremo Tribunal Federal de 2020, que estabeleceram como dever do estado brasileiro a abordagem de gênero nas escolas. A primeira edição da iniciativa recebeu mais de 250 inscrições de propostas de todo o Brasil.
Entre as entidades copromotoras, estão: Ação Educativa; ABEH – Associação Brasileira de Ensino de História; ABGLT – Associação Brasileira de Gays, Lésbicas, Bissexuais, Travestis, Transexuais e Intersexos; ABIA- Associação Brasileira Interdisciplinar de AIDS; ABLBTI – Associação Brasileira de Mulheres Lésbicas, Bissexuais, Transexuais e Intersexo; AMNB – Articulação de Organizações de Mulheres Negras Brasileiras; Anaí – Associação Nacional de Ação Indigenista; ANAJUDH-LGBTI – Associação Nacional de Juristas pelos Direitos Humanos LGBT; ANDES – Sindicato Nacional dos Docentes das Instituições de Ensino Superior; Anis – Instituto de Bioética; ANPED – Associação Nacional de Pós-Graduação e Pesquisa em Educação; ANTRA – Associação Nacional de Travestis e Transexuais; Associação Cidade Escola Aprendiz; Artigo 19; Campanha Nacional pelo Direito à Educação; Cedeca CE – Centro de Defesa da Criança e do Adolescente do Ceará; CENDHEC – Centro Dom Helder Câmara de Estudos e Ação Social; CFemea – Centro Feminista de Estudos e Assessoria; CLADEM Brasil – Comitê Latino-Americano e do Caribe para a Defesa dos Direitos da Mulher; CNTE – Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação; CONAQ – Coletivo Nacional de Educação da Coordenação Nacional de Articulação das Comunidades Negras Rurais Quilombolas; CONIC – Conselho Nacional de Igrejas Cristãs do Brasil; CONTEE – Confederação Nacional dos Trabalhadores em Estabelecimentos de Ensino; De Olho nos Planos; Defensoria Pública do Estado de São Paulo – Núcleo de Defesa e Promoção dos Direitos das Mulheres; DIVERSIAS – Grupo de Estudos em Diversidade, Educação e Controvérsias da PUC-Rio; ECOS – Comunicação e Sexualidade; EdGES – Gênero, Educação e Cultura Sexual da FEUSP-CNPq; FOPIR – Fórum Permanente de Igualdade Racial; GADvS – Grupo de Advogados pela Diversidade Sexual e de Gênero; GEERGE Grupo de Estudos de Educação e Relações de Gênero da Faculdade de Educação UFRGS; Geledés – Instituto da Mulher Negra; GEPCEB – Grupo de Estudos e Pesquisa: Conservadorismo e Educação Brasileira da UFF; GPTEC- Grupo de Pesquisa em Tecnologia Educação e Cultura da IFRJ; IDDH – Instituto de Desenvolvimento e Direitos Humanos; Instituto Patrícia Galvão – Midia e Direitos; Justiça Global; LAEDH – Laboratório de Educação em Direitos Humanos do Colégio Pedro II; MMM-SP – Marcha Mundial de Mulheres; Movimento Educação Democrática; MIEIB – Movimento Interfóruns de Educação Infantil do Brasil; Nzinga – Coletivo de Mulheres Negras de Belo Horizonte; Odara – Instituto da Mulher Negra; OLÉ – Observatório da Laicidade na Educação; PCESP- Professores contra o Escola sem Partido; Plataforma Dhesca; Portal Catarinas; Redes da Maré; REPU – Rede Escola Pública e Universidade; SBEnBio – Associação Brasileira de Ensino de Biologia; SPW – Observatório de Sexualidade e Política; Terra de Direitos; UNCME – União Nacional dos Conselhos Municipais de Educação.
Sobre a Ação Educativa
Criada em 1994, é uma organização de direitos humanos, sem fins lucrativos, com uma trajetória dedicada à luta por direitos educativos, culturais e da juventude. Desde a sua fundação, integra um campo político de organizações e movimentos que atuam pela ampliação da democracia com justiça social e sustentabilidade socioambiental, pelo fortalecimento do Estado democrático de direito e pela construção de políticas públicas que superem as profundas desigualdades brasileiras, bem como pela garantia dos direitos humanos para todas as pessoas. Desde os anos 2000, Ação Educativa tem promovido ações comprometidas com a igualdade de gênero e raça na educação, sempre em articulação com uma ampla gama de parceiras.
Conheça o Comitê de Seleção do Edital Igualdade de Gênero na Educação Básica
Composto por profissionais da educação e especialistas sobre os estudos de gênero, raça e sexualidade, o grupo analisou mais de 270 propostas recebidas pelo Edital.
19 de março de 2021
Autor: Marcelle Matias
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E finalmente saiu o resultado do Edital Igualdade de Gênero na Educação Básica! A equipe do projeto Gênero e Educação anunciou a 1ª lista de propostas aprovadas e as dez mais criativas e engajadoras. Essas e mais iniciativas, que serão divulgadas na 2ª lista, vão compor um banco de planos de aulas online e constarão em um e-book, que poderá ser baixado gratuitamente. Todo conteúdo estará disponível aqui, no site Gênero e Educação.
Entre dezembro e fevereiro, o Comitê de Seleção do Edital analisou mais de 270 propostas enviadas para o projeto. Conheça quem compôs esse time:
Amélia Artes
Doutora em Educação pela Universidade de São Paulo (USP). É pesquisadora do DPE (Departamento de Pesquisas Educacionais) da Fundação Carlos Chagas. Integra o Grupo de Gênero, Raça, e Direitos Humanos.
“A escola é um espaço de apredizagens. E é lá que trabalhar gênero deve estar: que meninos podem brincar de bonecas e usar rosa; que meninas podem mandar nos jogos; que nosso corpo tem que ser sempre respeitado, que a gentileza e o respeito ao diferente é o que nos faz humanos!”
Amélia Artes
Anatalina Lourenço
Cientista social formada pela UNESP (Universidade Estadual Paulista), professora da rede pública estadual e Municipal de São Paulo. Ativista do movimento de mulheres negras. Secretária Nacional de Políticas de Combate ao Racismo da Central Única dos Trabalhadores (CUT-BRASIL).
“É impossível pensar em educação libertadora sem debater quem somos, nos conhecer e conhecer o outro é a melhor ideia de respeito, nossas diferenças, nossas singularidades. A construção da identidade étnica e de gênero passa pela escola, estrutura lugar diverso.”
Anatalina Lourenço
Antonia Oliveira
Educadora e defensora de Direitos Humanos. Historiadora e mestra em Linguagem e Identidade pela Universidade Federal do Acre (UFAC).
“Trabalhar gênero na educação básica é fundamental para enfrentamento das desigualdades que envolvem as relações sociais e construirmos uma sociedade com equidade e justiça social.”
Antonia Oliveira
Benilda Brito
Pedagoga e Mestre em Gestão Social. Ativista pela Educação na Rede MALALA FUND. Integrante do Nzinga – Coletivo de Mulheres Negras de BH. Integrante da Articulação de Organizações de Mulheres Negras Brasileiras e do Fórum Permanente de Igualdade Racial.
“Meninos têm que crescer respeitando as meninas, e meninas têm que crescer sabendo que tem direito de serem meninas e merecem respeito.”
Benilda Brito
Cássia Jane de Souza
Coordenação pedagógica no Centro das Mulheres do Cabo. Especialização na Área de estudo de Gênero, desenvolvimento e Políticas Públicas pela Universidade Federal de Pernambuco (UFPE).
“É importante trabalhar gênero na Educação Básica para desconstruir as relações desiguais de gênero, e dar enfrentamento a violência contra a mulher desde cedo construindo relações de igualdade entre meninas e meninos”
Cássia Jane de Souza
Denise Carreira
Jornalista e doutora em educação. Professora da Universidade de São Paulo, coordenadora institucional da Ação Educativa e ativista da Rede Internacional Gulmakai, fundada por Malala Yousafzai (Prêmio Nobel da Paz).
“Precisamos promover a igualdade de gênero nas escolas como parte do direito à educação de qualidade, do direito ao acesso ao conhecimento científico e combater toda a desinformação, preconceito e pânico moral”
Denise Carreira
Eliane Maio
Docente no Programa de Pós-Graduação em Educação da Universidade Estadual de Maringá; Coordenadora do Núcleo de Estudos e Pesquisas em Diversidade Sexual (NUDISEX/CNPq/UEM).
“É importante trabalhar gênero na Educação Básica para dialogar sobre questões de igualdade, justiça, equidade, ética e respeito.”
Eliane Maio
Fernanda Moura
Professora da Educação Básica. Autora da dissertação Escola Sem Partido: Relações entre Estado, Educação e Religião e os impactos no Ensino de História, com a qual obteve o título de mestre em 2016.
“É preciso trabalhar gênero na Educação Básica para que nenhuma criança ou adolescente sofra bullying e se veja obrigado a deixar a escola, para impedir a violência sexual contra crianças e adolescentes, para que adolescentes não sejammães e pais sem querer e para construirmos um mundo menos desigual.”
Fernanda Moura
Fernando Seffner
Coordenador do GT23 da ANPEd – Gênero, Sexualidade e Educação. Professor da Faculdade de Educação da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS). Docente e orientador junto ao Programa de Pós-Graduação em Educação na linha de pesquisa Educação, Sexualidade e Relações de Gênero.
“Escola é espaço público, de alfabetização científica, exercícios de sociabilidade com os pares e de socialização com as regras. Gênero é elemento estruturante da vida em sociedade. Nada mais natural do que seja tema da cultura escolar.”
Fernando Seffner
Flávia Carolina da Silva
Mestre em Políticas Educacionais (2016) pela Universidade Federal do Paraná (UFPR). As áreas de pesquisa que atua estão em torno da infância, práticas culturais, cidade, educação e relações étnico-raciais.
“Discutir gênero, desde a Educação infantil, é um meio de garantir uma educação de qualidade e de equidade a todas as crianças.”
Flávia Carolina da Silva
Francisca Jocineide da Costa
Doutora em Educação pela Universidade Federal da Paraíba (2019) atuando principalmente nos seguintes temas: gênero, educação infantil, educação de jovens e adultos e diversidade na escola. Professora da rede pública municipal de Cabedelo/PB
“É importante trabalhar gênero na Educação Básica para nossos estudantes aprenderem que são sujeites singulares e que devem ser respeitades em sua diversidade.”
Francisca Jocineide da Costa
Gilmar Soares Ferreira
Secretário de Assuntos Educacionais da CNTE. Possui graduação em Licenciatura em Filosofia pela Universidade São Francisco e especialização em Psicopedagogia pela Faculdades Integradas Mato-Grossense de Ciências Sociais e Humanas (1999).
“A escola é o espaço de convivência das diferenças. Local propício para ensinar o conceito de equidade para meninos e meninas e que ambos aprendam a respeitar as diferenças no âmbito da formação individual de seus corpos, para aprender a prevenir atos de abuso e violência.”
Gilmar Soares Ferreira
Ingrid Leão
Doutora em Direitos Humanos (2016), pela Faculdade de Direito da USP, Universidade. Atua na pesquisa e prática de Direitos Humanos, direitos das mulheres, segurança pública e monitoramento. Integrante do Comitê Latino-americano e do Caribe para a Defesa dos Direitos da Mulher (CLADEM).
“É importante trabalhar gênero na Educação Básica porque é uma ferramenta de promoção de igualdade, não discriminação e vida livre de violência.”
Ingrid Leão
Izandra Falcão
Professora do curso de Pedagogia da Universidade Estadual do Ceará (UECE). Doutora em Educação pela Universidade Federal da Paraíba (2019) atuando nos seguintes temas: gênero, educação infantil, educação de jovens e adultos e diversidade na escola.
“Trabalhar gênero na educação básica é libertar meninos e meninas das amarras cruéis do sexismo, é construir um futuro baseado em relações sociais menos opressoras e mais comprometidas com a justiça social e a vida planetária.”
Izandra Falcão
Ligia Freitas
Mestre e Doutora em Educação, também pela UFPB (2003/2014). Atua no ensino básico e superior. Tem experiência com formação de professores/as na educação básica e de jovens no Projovem Urbano. Trabalha temas do currículo que fazem interface com gênero, questões étnico-raciais e corpo, cultura corporal do movimento, juventude e políticas para mulheres.
“É importante trabalhar gênero na Educação Básica porque a escola é uma das instituições que depois da família passamos mais tempo. É no chão da escola que podemos aprender sobre respeito e direitos, refletir sobre as desigualdades que vivenciamos, pensando em como mudar essa realidade juntos.”
Ligia Freitas
Luana Tolentino
Mestra em Educação pela Universidade Federal de Ouro Preto (UFOP) e autora do livro Outra educação é possível: feminismo, antirracismo e inclusão em sala de aula, lançado em 2018 pela Mazza Edições.
“Promover a igualdade de gênero é essencial para a construção de uma sociedade justa e democrática. A escola é parte fundamental desse processo. Empreender práticas pedagógicas comprometidas com o fim de preconceitos, violências e discriminações é um compromisso que deve ser assumido por todos nós.”
Luana Tolentino
Nazaré Mota de Lima
Doutorado em Letras e Lingüística pela Universidade Federal da Bahia (2007) e pós-doutorado em Estudos Literários pela UFMG. Professora adjunta da Universidade do Estado da Bahia (UNEVB) e pesquisadora associada da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), é colaboradora do ICEAFRO: Educação para a Igualdade Racial e de Gênero.
“É importante trabalhar gênero na Educação Básica porque é na escola que se aprende a respeitar as pessoas como elas são.”
Nazaré Mota de Lima
Patrícia Santana
Escritora, professora da Educação Básica Atua também na formação de professores e pesquisadora das relações raciais e educação.
“É importante trabalhar gênero na Educação Básica porque precisamos de um mundo mais justo, porque as relações de gênero precisam estar embasadas em valores éticos. A escola tem responsabilidade social na garantia do direito de todas as pessoas.”
Patrícia Santana
Paula Beatriz
Pós-graduada em Gestão Educacional e é diretora de uma escola estadual em São Paulo. Em 2019, recebeu o Prêmio Ruth de Souza, oferecido pelo Conselho Estadual de Participação e Desenvolvimento da Comunidade Negra do Estado de São Paulo (CPDCN), da Secretaria da Justiça e Cidadania.
“É primordial que estejamos atentos a tudo. Podemos não atingir a todos, mas um que seja transformado fará grande diferença neste mundo. O ser diferente é muitas vezes fazer a diferença nesta sociedade tão complexa e rodeada de paradigmas.”
Paula Beatriz
Rogério Junqueira
Pesquisador do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep). Doutor em Sociologia (Universidade de Milão e Macerata). Atuou na implementação do Programa Brasil Sem Homofobia.
“Gênero é um conceito indispensável para entendermos a sociedade, a escola, e transformá-las. Escola que permite ou cultiva sexismo, heterossexismo, transfobia, racismo, capacitismo não oferece educação de qualidade, que requer contínua disposição cidadã, inclusiva e antidiscriminatória.”
Rogério Junqueira
Sara Wagner York
Professora, pai, avó, travesti e doutoranda em Educação. Premiada com a Medalha ALUMNI da Universidade Estácio de Sá (2017) pelos trabalhos científicos desenvolvidos na instituição e atuação junto à comunidade.
“A partir de 2018, conceitos como mulher e homem no Brasil passam a contemplar com acuidade gente como eu, esquecida na história! Atualizemos-nos para uma educação emancipatória e que abrace a todas/es/xs/os!”
Sara Wagner York
Suelaine Carneiro
Socióloga, feminista, mestre em Educação e Coordenadora de educação e vice-presidente de Geledés Instutito da Mulher Negra.
“Trabalhar gênero e raça na Educação Básica é fortalecer a cidadania!”
Suelaine Carneiro
Sueli Santos
Formada em Ciências Sociais e História pela Universidade de São Paulo (USP). Especialização latu sensu em Cultura, Educação e Relações Étnico-Raciais (CELACC-USP- 2019) Professora da rede municipal de educação de São Paulo desde 2010.
“É de fundamental importância a abordagem pedagógica da questão de gênero desde a educação básica para que possamos fazer com que o aprendizado e a defesa de valores como respeito e liberdade sejam o alicerce de uma sociedade civilizada e justa para todos nós!”
Sueli Santos
Thais Gava
Mestra em Saúde Coletiva pela Universidade Federal de São Paulo – UNIFESP (2013). Doutoranda na faculdade de Educação na Universidade de São Paulo (USP). Participa do Grupo de Pesquisa em Gênero, Raça/Etnia: educação, trabalho e direitos humanos da FCC.
“É importante trabalhar gênero na Educação Básica porque a escola pode ter um significado emancipatório ao propiciar que crianças e jovens tenham experiências compartilhadas de um mundo mais amplo e diverso.”
Thais Gava
Edital Igualdade de Gênero na Educação Básica: data do resultado adiada
Devido ao alto número de propostas recebidas, a divulgação do resultado foi adiada para fevereiro de 2021. A data será confirmada em breve!
11 de dezembro de 2020
Autor: Gênero e Educação
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Mesmo em um contexto desafiador, docentes, ativistas, pesquisadoras/es mostraram que é possível continuar sonhando e buscando uma educação menos desigual. Ao longo do mês de novembro, o Edital Igualdade de Gênero na Educação Básica recebeu mais de 250 inscrições e agora, irá selecionar propostas de planos de aula/planos de atividade por campo de experiência, projetos interdisciplinares e sequências didáticas comprometidas com o combate a desigualdade de gênero nas escolas. Serão valorizadas propostas que articulem gênero, raça e diversidade sexual em uma perspectiva interseccional.
Diante do grande número de propostas a serem analisadas, o lançamento do resultado do Edital foi adiado para fevereiro de 2021. A data exata da divulgação de classificação será publicada, em breve, no site Gênero e Educação.
Premiação
As propostas aprovadas vão compor um banco de aulas online que ficará disponível para todas as escolas do Brasil. Além disso, constarão em um e-book, que poderá ser baixado gratuitamente no site do projeto Gênero e Educação. As dez mais criativas e engajadoras receberão uma declaração de reconhecimento público em cerimônia virtual com representante do Fundo Malala, um leitor digital e uma bolsa de estudos para um curso à escolha no Centro de Formação da Ação Educativa.
Para mais informações: generoeeducacao@acaoeducativa.org.br
Mulheres de diferentes tradições religiosas e culturas manifestam apoio à igualdade de gênero nas escolas
Iniciativa integra ação que pede que o STF recoloque em pauta julgamento das últimas cinco ações que tratam de leis inspiradas no Movimento Escola sem Partido, reafirmando decisões da Corte contrárias à censura nas escolas.
3 de dezembro de 2020
Autor: Julia Daher
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Enviado ao Supremo Tribunal Federal (STF) nesta quarta-feira (02) e lançado publicamente nesta quinta (03), um vídeo com a participação de mulheres de diferentes tradições religiosas e culturas manifesta apoio à Corte em suas decisões pela abordagem de gênero nas escolas e pela a inconstitucionalidade das leis inspiradas no movimento Escola Sem Partido.
“Nós, mulheres de diferentes tradições religiosas e culturas, apoiamos o STF em suas decisões por uma escola de qualidade, que garanta o direito a todos ao conhecimento libertador: sem preconceito, sem intolerância e sem ódio”
– afirma a pastora luterana e secretária geral do Conselho Nacional de Igrejas Cristãs do Brasil (CONIC), Romi Márcia Bencke, na abertura do vídeo.
“Defendemos a laicidade do Estado. Isso significa que o Estado deve respeitar todas as tradições religiosas e não deve se orientar por doutrinas, dogmas e verdades religiosas”
– completa Eliad Dias dos Santos, pastora da Igreja Metodista da Luz.
O vídeo foi enviado junto a uma carta, em que mais de trinta organizações e redes de sociedade civil com atuação de destaque na promoção dos direitos humanos solicitam que o Tribunal retome urgentemente o julgamento da ADI 5668 e das ADPFs 462, 522 e 578.
A ADI 5568 demanda que o Plano Nacional de Educação (Lei 13.005/2014) seja interpretado conforme a Constituição Federal, reconhecendo o dever das escolas públicas e particulares de prevenir e coibir discriminações por gênero, identidade de gênero e orientação sexual, bem como de respeitar a identidade de crianças e adolescentes LGBT no ambiente escolar. Já as ADPFs 462, 552 e 578 tratam de legislações inspiradas no Escola Sem Partido nos municípios de Blumenau, Petrolina e Garanhuns e Santa Cruz de Monte Castelo, respectivamente.
O julgamento estava previsto para 11 de novembro e foi retirado de pauta pelo Presidente Ministro Luiz Fux, após críticas contra o STF por parte de grupos ultraconservadores disseminadas nas redes sociais no contexto da disputa eleitoral.
Em todas as decisões, a Corte reafirmou princípios constitucionais como a liberdade de expressão e o combate às desigualdades e determinou que abordar gênero e sexualidade em escolas é um dever do Estado brasileiro como forma de proteger crianças, adolescentes, jovens e adultos da violência, como previsto no Estatuto da Criança e Adolescente (ECA/1990) e na Lei Maria da Penha (Lei 11.340/2016).
Essas decisões têm caráter vinculante, isto é, valem não apenas para os municípios em específico dos quais tratavam as ações, como também mostram o posicionamento da corte mais alta do país em relação a todas as leis similares inspiradas no movimento Escola Sem Partido.
Participam do vídeo as instituições religiosas:
Aliança de Batistas do Brasil Bancada Evangélica Popular Campanha Tire os Fundamentalismos do Caminho Coletivo de Mulheres das Organizações Religiosas do Distrito Federal Coletivo Vozes Maria Coordenadoria Ecumênica de Serviço Conselho Nacional de Igrejas Cristãs do Brasil EIG – Evangélica pela Igualdade de Gênero Fórum Ecumênico ACT Brasil Igreja Episcopal Anglicana do Brasil Koinonia Presença Ecumênica e Serviço Ordem Iniciática do Cruzeiro Divino no Distrito Federal OSC Diaconia Act Alliance Movimento Social de Mulheres Evangélicas do Brasil Rede Nacional de Religiões Afro-brasileiras e Saúde
Além delas, o vídeo tem apoio de:
Ação Educativa Artigo 19 Associação Brasileira de Famílias Homotransafetivas (ABRAFH) Associação Brasileira de Gays, Lésbicas, Bissexuais, Travestis, Transexuais e Intersexos (ABGLT) Associação Mães pela Diversidade Associação Nacional de Pós-Graduação e Pesquisa em Educação (ANPED) Associação Nacional de Política e Administração de Educação Associação Nacional dos Centros de Defesa da Criança e do Adolescente (ANCED) Articulação de Mulheres Brasileiras (AMB) Associação Nacional de Travestis e Transexuais (ANTRA) Associação Nacional de Juristas pelos Direitos Humanos LGBTI (ANAJUDH) Campanha Nacional pelo Direito à Educação Centro de Defesa da Criança e do Adolescente do Ceará (CEDECA Ceará) Centro de Estudos Educação e Sociedade (CEDES) Cidade Escola Aprendiz Comitê da América Latina e do Caribe para a Defesa dos Direitos das Mulheres (CLADEM Brasil) Centro Feminista de Estudos e Assessoria (CFEMEA) Cidadania, Estudo, Pesquisa, Informação e Ação (CEPIA) Conectas Direitos Humanos, Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE) Confederação Nacional dos Trabalhadores dos Estabelecimentos em Educação (CONTEE) Conselho Nacional de Igrejas Cristãs Frente Nacional Escola Sem Mordaça Geledés – Instituto da Mulher Negra Grupo de Advogados pela Diversidade Sexual e de Gênero (GADvS) Instituto Alana, Instituto Brasileiro de Direito da Família (IBDFAM) Movimento Educação Democrática Open Society Justice Initiative Plataforma de Direitos Humanos – Dhesca Brasil Projeto Liberdade Rede Nacional de Religiões Afro-brasileiras e Saúde (RENAFRO) Sindicato Nacional dos Docentes das Instituições do Ensino Superior (ANDES-SN) THEMIS – Assessoria Jurídica e Estudos de Gênero União Nacional dos Conselhos Municipais de Educação (UNCME) Associação TAMO JUNTAS – Assessoria Jurídica Gratuita para Mulheres Vítimas de Violência