Discutir a diversidade sexual como instrumento de combate à LGBTQIAPN+fobia na escola
Estado: Pernambuco (PE)
Etapa de Ensino: Ensino Médio
Modalidade: Educação de Jovens e Adultos
Formato: Presencial
53 anos. Sagitariana. Divorciada, com uma filha com 25 anos e um filho com 24 anos. Adoro sol e mar, pratico musculação, corro na praia e ando de bicicleta, mas a minha paixão é treinar vôlei de praia. Sou graduada em administração, pós graduada em sexualidade humana e em acessibilidade, diversidade e inclusão. Sou funcionária pública há 18 anos na área de gestão de almoxarifado. Sou mestranda em educação e a minha pesquisa é sobre o Núcleo de Gênero numa escola em Recife.
Objetivos
- Promover a reflexão crítica sobre diversidade sexual e de gênero no contexto escolar, utilizando o documentário Se essa escola fosse minha de Fellipe Marcelino e Letícia Leotti (2017).
- Estimular práticas educativas que fortaleçam a cultura do respeito, da inclusão e dos direitos humanos na escola.
- Estimular a compreensão dos conceitos de identidade de gênero, orientação sexual, expressão de gênero e diversidade sexual.
- Refletir sobre as violências simbólicas, físicas e institucionais vivenciadas por pessoas LGBTQIAPN+ no espaço escolar.
- Incentivar práticas de acolhimento, empatia e valorização das diversidades no ambiente escolar.
Conteúdo
- Gênero.
- Identidade de gênero.
- Orientação sexual.
- Diversidade.
- LGBTQIAPN+fobia no ambiente escolar.
- Papel da escola e da gestão no combate à LGBTQIAPN+fobia no contexto escolar.
Referência cultural:
Documentário Se essa escola fosse minha, dirigido por Fellipe Marcelino e Letícia Leotti (2017).
O documentário traz à tona as vivências de estudantes LGBTQIAPN+ no ambiente escolar. O tema central é a luta por uma escola mais inclusiva que respeite as diversidades sexuais. Através de algumas falas, a proposta é provocar uma reflexão sobre como as práticas educativas podem tanto contribuir para a reprodução de preconceitos como provocar transformação. O documentário traz a ausência de discussões sobre gênero e sexualidade nas escolas, mas aponta algumas soluções.
O documentário será utilizado como referência cultural, funcionando como ponto de partida para reflexões e discussões sobre diversidade sexual, identidade de gênero e os desafios enfrentados por estudantes LGBTQIAPN+ no espaço escolar.
Através das falas de estudantes, professores(as), artistas e ativistas, o filme contribuem diretamente para a sensibilização da comunidade escolar, dando visibilidade às vivências, às violências e às resistências da população LGBTQIAPN+.
Sua utilização como recurso pedagógico fortalece o debate de gênero na educação básica, possibilitando a desconstrução de estereótipos, o enfrentamento da LGBTQIAPN+fobia e o desenvolvimento de uma cultura de respeito, inclusão e empatia no ambiente escolar. Além disso, evidencia como a ausência de discussões sobre gênero e sexualidade nas práticas pedagógicas impacta negativamente o clima escolar, contribuindo para a reprodução de preconceitos e violências.
Através da linguagem audiovisual, o documentário aproxima os(as) estudantes dessas realidades, estimulando o pensamento crítico e a reflexão sobre o papel da escola na garantia dos direitos humanos e na promoção da equidade. Dessa forma, além de desenvolver os conteúdos propostos, atua como uma ferramenta importante na formação de estudantes mais conscientes e capazes de promover um espaço escolar mais democrático, seguro e acolhedor para todas as pessoas.
Metodologia
Após o filme, serão realizadas rodas de conversa e dinâmicas colaborativas, que permitirão que os(as) estudantes expressem suas percepções, experiências e sentimentos, além de construir, de forma conjunta, estratégias de enfrentamento à LGBTQIAPN+fobia e de promoção da cultura do respeito e da inclusão.
Os conteúdos serão desenvolvidos em quatro momentos principais:
- Acolhida e sensibilização (10 min.):
Dinâmica de abertura com perguntas sobre diversidade, respeito e convivência na escola com o objetivo de conhecer as percepções prévias dos(as) estudantes sobre identidade de gênero, orientação sexual e diversidade.
- Exibição do documentário (40 min.):
Apresentação do documentário Se essa escola fosse minha, seguida de uma breve contextualização sobre os objetivos da atividade.
- Roda de conversa e aprofundamento (20 min.):
Debate mediado sobre os temas abordados no documentário.
Aprofundamento conceitual com explicações dialogadas sobre gênero, sexualidade, expressão de gênero, cisnormatividade, heteronormatividade e LGBTQIAPN+fobia.
Reflexões sobre como a escola pode ser espaço de acolhimento ou de exclusão.
- Produção e intervenção (50 min):
Criação coletiva de cartazes em grupos.
Afixação dos trabalhos nos espaços da escola, como forma de reafirmar o compromisso coletivo contra a LGBTQIAPN+fobia e a favor da diversidade.
É importante que a pessoa que vai conduzir essa atividade se prepare com antecedência. Alguns pontos são muito importantes:
- Estudar e refletir sobre os temas de gênero e sexualidade, diversidade sexual, LGBTQIAPN+fobia, o papel da escola como um espaço que pode tanto reproduzir quanto combater as opressões.
- Estar atenta para possíveis resistências, discursos preconceituosos ou desconfortos que possam surgir durante a atividade, e capacitada para transformar esses momentos em oportunidades de reflexão coletiva.
- Planejar para promover um ambiente seguro, afetivo e acolhedor, no qual os(as) estudantes se sintam à vontade para compartilhar experiências e construir saberes.
Recursos Necessários
- Cartolinas.
- Tintas.
- Pincéis.
- Lápis de cor.
- Lápis de cera.
- Colas.
- Tesouras.
- Revistas.
- Notebook.
- Projetor.
- Internet.
- Fitas adesivas.
A quantidade vai depender do número de participantes envolvidos.
Duração Prevista
Processo Avaliativo
Também será avaliada a capacidade dos estudantes de refletir sobre as práticas de convivência no ambiente escolar, identificando situações de preconceito e propondo alternativas para enfrentá-las.
A criatividade, o engajamento e o trabalho coletivo na produção dos cartazes serão igualmente avaliados. O mais importante será a construção coletiva de saberes e o desenvolvimento de uma visão crítica sobre os temas discutidos.
A avaliação servirá de feedback para que o(a) educador(a) possa refletir sobre a atividade proposta e realizar melhorias sempre que achar necessário.
Referências Bibliográficas
BRASIL. Plano Nacional de Educação (PNE) 2014–2024. Lei nº 13.005, de 25 de junho de 2014.
BENTO, Berenice. A reinvenção do corpo: sexualidade e gênero na experiência transexual. São Paulo: Edusp, 2006.
BUTLER, Judith. Problemas de gênero: feminismo e subversão da identidade. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 2015.
LINS, Beatriz Accioly; MACHADO, Bernardo Fonseca; ESCOURA, Michele. Diferentes, não desiguais: a questão de gênero na escola. 1. ed. São Paulo: Editora Reviravolta, 2016.
LOURO, Guacira Lopes. Gênero, sexualidade e educação: uma perspectiva pós-estruturalista. Petrópolis, RJ: Vozes, 1997.
LOURO, Guacira Lopes. Um corpo estranho: ensaios sobre sexualidade e teoria queer. Belo Horizonte: Autêntica, 2008.
MARCELINO, Fellipe Rocha; LEOTTI SANTOS, Letícia Eunice. Se essa escola fosse minha [documentário]. Brasília: Universidade de Brasília, 2017. 40 min. Disponível em: https://www.youtube.com/watch?v=NHJMDuhruz8. Acesso em: 21 mar. 2026.
UNESCO; MEC. Gênero e Diversidade na Escola: formação de professoras/es em gênero, sexualidade, orientação sexual e relações étnico-raciais. Brasília: UNESCO, 2009.
