Desenhando a diversidade e igualdade na educação infantil

Autoria: Mila Nayane da Silva & Tânia Maria Lima

Estado: Ceará (CE)

Etapa de Ensino: Educação Infantil - Pré-Escola

Modalidade: Educação Regular

Disciplina: Artes, História Geral

Formato: Presencial

Sobre Mila Nayane da Silva & Tânia Maria Lima

Mila Nayane da Silva: Graduada em Pedagogia pela Universidade Estadual do Ceará. Mestra em Educação e Ensino pela Universidade Estadual do Ceará. Professora colaboradora do Laboratório de Estudos da Educação do Campo (LECAMPO), da Faculdade de Filosofia Dom Aureliano Matos, campus da Universidade Estadual do Ceará na cidade de Limoeiro do Norte. Atualmente cursa Especialização Educação para a sexualidade: dos currículos escolares aos espaços educativos na Universidade Federal do Rio Grande (FURG).

Tânia Maria Lima: Graduada em Licenciatura Plena em Pedagogia pela Universidade Estadual do Ceará - UECE (2015). Especialista em Educação, Pobreza e Desigualdade Social pela Universidade Federal do Ceará- UFC (2017). Mestre em Educação e Ensino pelo Programa de Pós- graduação- Mestrado Acadêmico Intercampi em Educação e Ensino (MAIE), pela Universidade Estadual do Ceará- UECE. (2017). Atualmente é Servidora Pública no Município de Russas-Ceará, no cargo de professora da educação Infantil. Atua como pesquisadora nos seguintes temas: Infância Sem Terra; Escola, Ensino e Educação Especial.

Objetivos

Objetivo geral:

Explorar com as crianças, através de um conjunto de atividades lúdicas, as diferenças entre as pessoas. Neste sentido, pensa-se em tratar de temas como a construção do gênero, raça e diversidade sexual, de maneira a elucidar sobre a construção social de descontruir papéis de gênero e discutir de acordo com a faixa etária a possibilidade de desconstrução de tais papéis.

Objetivos específicos:

  • Auxiliar a criança a desenvolver noções sobre si e sobre o outro, expressando e valorizando suas características físicas;

  • Oportunizar que as crianças compreendam que a diversidade de caraterísticas físicas humanas se constitui basilarmente pela descendência familiar;

  • Introduzir as primeiras bases para o entendimento sobre o conceito de diversidade e orientação sexual a partir da apresentação de diferentes composições familiares;

  • Analisar as primeiras impressões sobre construção de gênero dos/as alunos/as do infantil IV no campo familiar e âmbito do trabalho;

  • Brincar com situações cotidianas das crianças que revelam a construção de papeis masculinos e femininos.

Conteúdo


  • Origem e descendências;

  • Diferentes composições familiares: Bases introdutórias para as discussões sobre diversidade e orientação sexual;

  • Construção de gênero, observando os papéis e exemplos construídos socialmente.

Metodologia

1º DIA - ORIGEM E DESCENDÊNCIA

Para explorar a diversidade no ambiente escolar, a turma irá inicialmente ser motivada a pensar sobre suas próprias origens e descendências, observando características. Assim, pode-se traçar um caminho para dialogar com as crianças sobre a diversidade tomando como referência a negritude e branquitude.

É interessante que um dia antes desta aula, as crianças sejam convidadas pelo/a professor/a a trazerem para a escola fotos de suas famílias, as quais apresentem também seus avós.

1º MOMENTO: Roda de conversa e dinâmica sobre a diversidade humana.

Primeiramente a professora convidará as crianças a sentarem-se no chão, formando um círculo. Em seguida, entregará a caixa surpresa para que seja passada entre elas, dentro dela haverá um espelho. Cada criança ao ficar de posse da caixa deve abrir e olhar o que tem dentro dela, sem dizer aos outros o que viu. Depois que a caixa passar por todas as crianças, a professora deverá perguntar a todas elas o que viram. Dada a resposta sobre o espelho e que viram seus rostos, indagar junto às crianças:

1.Todas as pessoas são iguais fisicamente?
2. Indague também como elas pensam sobre a possibilidade de todas as pessoas se parecerem umas com as outras, o que elas pensam.

Neste momento, é importante deixar que as crianças expressem livremente suas percepções. Complementando este momento, convide os alunos para uma dinâmica na qual eles terão que adivinhar quem são os colegas através da descrição de suas características físicas. Para uma melhor compreensão sobre a brincadeira a professora pode iniciar, passando em seguida a vez para a criança que foi descrita. Ao longo da brincadeira, estimule as crianças a elogiarem as características e modos de ser dos colegas. Essa prática abrirá espaço para conversar com as crianças sobre a importância de olhar para nossas diferenças e para as dos outros com respeito e valorização enquanto pessoas e seres humanos. Essa conversa pode ser mediada pela exploração da música: “Normal é ser diferente” (Grupo grandes pequeninos).

2º MOMENTO: Roda de história: Narrativa da obra literária “Menina Bonita do Laço de Fita” (Autora: Ana Maria Machado).

Dando continuidade, a aula seguirá pela narrativa da história “Menina Bonita do Laço de Fita. Para este momento, recomenda-se que a professora retome com os alunos a temática sobre a diversidade humana e instigue as crianças para o momento da narrativa com a seguinte questão: “Com quem a gente se parece?” Seguida as respostas dos alunos, explicar para as crianças que a história a ser contada vai falar sobre famílias e suas descendências. Informe a elas que quando a narrativa da história terminar, você irá explicar melhor o que significa descendência. Para o momento da história, crie um cenário acolhedor e imaginativo para a criança. Utilize-se de recursos diversos, tais como tapete literário, dedoches, fantoches de varetas, diferentes tons de voz, expressões corporais, etc. Antes da história convide os alunos a cantarem uma música de abertura, as melodias são outro recurso pedagógico que pode ser utilizado para preparar as crianças para esse momento. Inicialmente, mostre a capa do livro para os alunos e realize perguntas como: Quem será essa menina? Como ela é? O que será que vai acontecer com ela? Tais perguntas estimulam o pensamento e a curiosidade da criança sobre a narrativa a ser apresentada.

Finalizada a narrativa, realize uma roda de conversa com os alunos para saber o que eles acharam da história, seus personagens, contextos e situações vividas por eles ao longo do enredo. Peça que descrevam como eles são, qual era o maior desejo do coelho e por que ele queria ter a mesma cor da menina bonita. Seguidas as respostas das crianças, de forma livre, indagar junto elas se compreenderam o porquê de o coelhinho branco, mesmo achando a cor da menina bonita linda, não poderia ficar do mesmo jeito. Caso elas apresentem um pouco de dificuldade para compreender o conceito de descendência familiar, aprofunde o conceito através da exposição das fotos de família que os alunos foram orientados a trazer, oportunizando-os observar que nós trazemos e somos formados pela mistura das características físicas de nossos avós e pais (tais como a nossa cor, cabelos, formato do rosto, olhos, nariz, boca, etc.), os quais, por sua vez, trazem em si as caraterísticas dos pais e dos avós deles e possuem uma história.

Neste mesmo campo de reflexão, pode-se abordar outro conceito entrevisto na história: a diversidade de raças, e neste sentido, a cor da pele. Na história da menina bonita o coelho branco ao ver na cor preta dela a mais linda das cores, deseja ser como ela, e faz tudo o que ela o diz para ser igual.

3º MOMENTO: Construção e exposição artística de desenhos das crianças “retratando o eu”

Para esta atividade é interessante que o professor prepare algumas telas feitas de papelão e folhas brancas e as organize em algum espaço coletivo da escola. Da mesma forma é importante que este organize diversos materiais para que as crianças possam utilizar em seus desenhos, tais como lápis de cores, giz de cera, canetinhas, papeis coloridos, dentre outros. O professor retomará com as crianças o pensamento sobre valorizarmos nossas diferenças e orientará cada criança a desenhar a si mesma em sua tela, valorizando nessa construção suas características. Neste processo, estimule também a criança a escrever seu nome. Ao final, convide os alunos a visitarem as telas umas das outras e observar os desenhos dos colegas, sempre motivando-os a estimar o trabalho uns dos outros.

2º DIA - DIFERENTES COMPOSIÇÕES FAMILIARES: DIÁLOGOS INICIAIS SOBRE A DIVERSIDADE SEXUAL

1º MOMENTO: O segundo dia da sequência didática que traz por tema: Desenhando a diversidade e igualdade na educação infantil, o professor retomará brevemente com os alunos alguns conceitos da aula anterior, tais como a diversidade humana, a valorização de nossas caraterísticas físicas, e como elas são formadas a partir de nossa descendência familiar.

Em seguida, o professor informará às crianças que na aula de hoje eles voltarão a falar sobre as famílias delas, mas agora, observando as diferentes composições familiares que existem. Com antecedência, o professor convidará os pais dos alunos para uma roda de conversa no final desta aula, para que juntamente a seus filhos possam falar um pouco sobre como suas famílias são formadas, sobre as descendências que trazem e algumas curiosidades de seu cotidiano em família. Para os pais que não puderem comparecer, peça que estes escrevam uma carta contando um pouco sobre sua família e ressaltando os aspectos propostos acima, de modo que a professora possa ler a carta deles em sala e seus filhos se sintam acolhidos e valorizados.

Terminada a retomada e apresentação do tema da aula, a professora introduzirá a nova temática através da roda cantada, trabalhando a música: “Quem mora na sua casa” (Rita Rameh). Ao longo da música a mesma poderá propor aos alunos uma dinâmica, na qual todos eles cantarão a estrofe da música:

Diga quem mora na sua casa
Quem mora com você
Com quem você divide o que gosta
Quem olha por você

Ao final da estrofe, a professora indicará uma criança para falar quem faz parte da família dela. A dinâmica deve ser realizada até que todas as crianças tenham tido a oportunidade de participar e expressar a sua estrutura familiar.

2º MOMENTO: Narrativa da história “O Livro da Família” (Todd Parr). Para a narrativa desta história convidar as crianças a se organizarem em círculo no tapete literário. Introduzir o momento da história com uma canção e em seguida apresentar as crianças a capa do livro, realizando alguns questionamentos: O que vocês estão vendo na capa? Do que vocês acham que vai falar esta história? Seguidas as respostas das crianças, apresente aos alunos o título e autor da obra.

Finalizada a narrativa, a professora pode iniciar uma roda de conversa com as crianças para saber o que elas compreenderam sobre a história, bem como sobre as partes que mais gostaram, o que sentiram e se, se identificaram com alguma das famílias apresentadas no livro. De maneira tranquila e natural, abordar com as crianças que o livro traz o ensinamento sobre as diferentes estruturas familiares, e que dentre essas diferenças e jeitos de ser família existem aquelas que são formadas só pela mãe ou pelo pai, ou ainda, por duas mães e dois pais; assim como, por pais e avós e etc. e que cada uma é especial ao seu modo, desde que haja carinho, cuidado e amor entre elas.

Outro livro que pode ser usado de maneira complementar nestas discussões é a obra literária infantil “Flávia e o bolo de chocolate” (Miriam Leitão), uma possibilidade lúdica que aborda com muita sensibilidade a realidade das crianças adotadas. O enredo da história traz também oportunidades para se discutir questões raciais de fácil entendimento aos pequenos, visto que a personagem ao longo da trama é sempre questionada por ter a cor da pele diferente da mãe. Torna-se com isso, um recurso pedagógico para falar da diversidade, amor, acolhimento e quebra de preconceitos.

3º MOMENTO: Roda de conversa com os pais das crianças para socializar as diferentes composições familiares existentes na turma.

Esta roda de conversa pode ser realizada em um espaço mais aberto e coletivo da escola, no qual os pais e as crianças possam sentar-se em agrupamentos. Explicar novamente aos pais a proposta desta aula e pedir que cada um deles fale um pouco sobre a formação de sua família, suas descendências e gostos familiares que realizam no dia a dia. Aos pais que não puderem comparecer, abrir espaços para ler as cartas por eles enviadas, de maneira que todas as crianças se sintam parte deste momento. Com vista a ilustrar melhor as cartas, torna-se interessante também utilizar as fotos das famílias que foram usadas na aula anterior.

3º DIA - IMPRESSÕES SOBRE O GENÊRO NA EDUCAÇÃO INFANTIL: DO CONTEXTO FAMILIAR AO ÂMBITO DO TRABALHO

No último dia da sequência didática: “Desenhando a diversidade e equidade na educação infantil: construindo o pensar e a prática para a liberdade.” a (o) professora (o) terá a oportunidade de trabalhar com os alunos da educação infantil as primeiras impressões de gênero das crianças no contexto familiar e no mercado de trabalho.

1º MOMENTO: EXPLORANDO AS IMPRESSÕES DE GÊNERO NO CONTEXTO FAMILIAR ATRAVÉS DA HISTÓRIA: TECO O TATUZINHO (DE ANA MAURA TAVARES DOS ANJOS)

Para o momento desta narrativa, peça que as crianças se organizem em círculo no tapete literário. Com antecedência, construa alguns fantoches de vareta que representem a mamãe tatu, o teco tatuzinho e o médico, de modo que a narrativa desperte com mais interesse o campo de imaginação e fantasia da criança. O docente pode utilizar-se também de diferentes entonações de voz para representar a fala de cada um dos personagens. Iniciar a história apresentando a capa do livro e realizando algumas indagações junto as crianças, tais como: Quem aparece na capa do Livro? Vocês conhecem esses animais? (Caso as crianças ainda não conheçam o animal tatu, desenvolver uma breve explicação sobre o animal) O que vocês acham que eles estão fazendo? Seguidas as respostas das crianças, apresentar o título e autor da obra infantil.

2º MOMENTO: RODA DE CONVERSA SOBRE A HISTÓRIA

A proposta de reflexão sobre está história foi construída no sentido de ressignificar a compreensão da criança sobre a situação vivida pelo personagem Teco o tatuzinho e sua mãe. No enredo, todas as vezes que a mamãe tatu precisava sair de casa para trabalhar o filho teco chorava, pedindo para ela não ir e ficar brincando com ele. Essa situação se repete na escola e em outros espaços em que a criança frequenta. No fim da história, o pequeno Teco fala para a sua mãe que se sente doente, e ao leva-lo no médico, a mesma recebe o diagnóstico de que o filho está doente do coração, isto é, se sente sozinho, pela falta de atenção da mãe. Ao mesmo tempo em que esta história é um convite a refletir sobre a importância dos pais darem atenção aos filhos e brincarem com eles, permite que o educador explore com as crianças uma dimensão que se mostra pouco discutida nesta obra: a jornada de trabalho dupla da mãe, de modo a permitir que as crianças compreendam que muitas mães além do trabalho fora de casa ainda exercem o trabalho doméstico. E que o serviço doméstico é sim uma forma de trabalho.

Para a construção deste conceito, o professor pode indagar inicialmente com as crianças sobre os trabalhos que suas mães exercem. Seguidas as respostas das crianças, o professor pode registrá-las na lousa, de modo a possibilitar que as crianças percebam a diversidade de trabalhos que as mulheres atuam. Algumas crianças podem chegar a responder que as mães não trabalham, que ficam só em casa. É partir deste apanhado de respostas, que o professor pode auxiliar as crianças a desconstruir conceitos fundamentais sobre os papeis de gênero, começando pelo ensinamento do serviço doméstico como uma forma de trabalho e pela importância do papel do pai na divisão de tarefas junto a mãe.

Para a consolidação deste aprendizado, torna-se interessante listar na lousa a partir da fala das crianças algumas das tarefas domesticas que as mães realizam em casa, tais como: cozinhar, lavar e engomar roupas, lavar louças, varrer e organizar a casa, e etc. No momento em que as crianças estiverem a expressar estas tarefas, questione se elas percebem a ajuda dos pais junto as mães. É interessante que o professor observe neste momento como as crianças constroem a figura do pai e o seu papel no cuidado da casa junto a mãe e, mesmo no próprio cuidado com a criança. Nesta ocasião, pergunte a elas: Quem cuida de vocês em casa?

Se a maioria dos alunos apontar a mãe como única responsável pelo serviço doméstico e com os cuidados com os filhos, indague junto as crianças se eles acham justo que a mãe faça tudo sozinha, e o que eles acreditam que o pai poderia fazer para que a mãe não fizesse tudo sozinha. A medida que esse diálogo for sendo construído, o professor pode mediar o aprendizado de que os pais não só podem, mas devem ajudar as mães no trabalho doméstico, assim como as próprias crianças, que na idade de cinco anos já podem fazer algumas coisas para contribuir com este trabalho. Apresentar para elas algumas destas possibilidades, tais como: tomar banho sozinha, se vestir sozinhas, comer, organizar os brinquedos e a cama, escovar os dentes, organizar o material da escola, dentre outras.

2º MOMENTO: DINÂMICA: O OLHAR DAS CRIANÇAS SOBRE AS “PROFISSÕES DO HOMEM E DA MULHER.”

A professora explicará para as crianças que, já que a turma está falando na aula sobre os tipos de trabalhos das mães, a turma irá participar de uma dinâmica em que eles terão que definir quais das imagens espalhadas no pátio da escola são considerados trabalhos de mulher e quais delas demonstram trabalhos para homens (reúna um conjunto de imagens que apresentem a pluralidade do mercado de trabalho). Para isso, a professora deverá organizar no pátio da escola um painel contendo duas colunas, uma para o trabalho das mulheres e outro para o trabalho dos homens, assim como, pode posicionar uma televisão para que ao final sejam exibidos imagens e vídeos que falam sobre as profissões abordadas na dinâmica.

A aplicação desta atividade se mostra pertinente pela possibilidade de observar quais as primeiras percepções sociais que as crianças já construíram sobre os papeis de gênero, de modo que o professor possa mediar suas caminhadas na ressignificação destas definições, as quais expressam a figura da mulher em sua posição desigual em relação aos homens, sobretudo, frente ao trabalho. Antes de iniciar a dinâmica, se mostra interessante o professor indagar junto as crianças quais os trabalhos que eles acham ser para o homem e para a mulher. A realização desta listagem pode fornecer ao docente previamente alguns elementos da construção do pensamento da criança a esse respeito. Sobretudo, após as discussões sobre o trabalho doméstico e o papel do pai que foi propiciado anteriormente a partir da narrativa da história “Teco o tatuzinho.” Ao longo desta atividade e da dinâmica proposta, observar as estratégias que as crianças utilizam para fundamentar o seu pensamento.

Finalizada a dinâmica, pedir que as crianças se organizem em circulo perto do painel, para que o professor possa apresentar os resultados para elas. Neste momento, questione junto a elas se todas concordam com a forma como as profissões foram classificadas. A problematização realizada pelo professor junto as crianças sobre o próprio resultado pode indicar a diversidade de pensamentos delas e a forma como veem a construção destes papeis de gênero nas profissões.

Por fim, mediar o diálogo entre as crianças apresentando exemplos em vídeos e imagens de mulheres e homens que realizam os trabalhos que foram considerados somente para homens e somente mulheres, de maneira que se possa auxiliar a criança na construção do aprendizado de que mulheres podem e exercem trabalhos definidos como masculinos, assim como os homens, perante os trabalhos delimitados como femininos.

3° MOMENTO: ATIVIDADE DE DESENHO SOBRE AS PROFISSÕES QUE AS CRIANÇAS IMAGINAM SER NO FUTURO.

Para consolidar os ensinamentos e aprendizados construídos pelas crianças sobre os papeis de gênero dentro da família na dimensão do trabalho, convide as crianças a expressarem por meio de desenhos quais as profissões que eles gostariam de ser quando crescerem. Nesta atividade, o professor pode observar se as reflexões propostas incidiram contribuições para a mudança de pensamento das crianças em relação igualdade entre os trabalhos do homem e da mulher.

Recursos Necessários

Literaturas infantis; lápis de cores, aparelhos de sons, televisão, imagens impressas, caixa surpresa, espelho, tapete literário, fantoches ou dedoches, músicas infantis, painel, vídeos sobre profissões.

Duração Prevista

Previsto para ser realizado em três aulas.

Processo Avaliativo

A avaliação será formativa e processual, levando em consideração os seguintes aspectos: participação dos alunos, sua compreensão sobre as reflexões e atividades propostas, bem como as novas ideias suscitadas por eles ao longo de todo o período da sequência didática.

Observações

Dispomos do arquivo completo em PDF, constando as imagens dos livros.

Referências Bibliográficas

ADICHIE, Chimamanda Ngozi. O perigo da História única. 1º ed. – São Paulo: Companhia das Letras, 2019.

ANJOS, Ana, M. T. Dos. TECO O TATUZINHO. Ed. Ipdh, 2014.Disponivel em vídeo em: https://www.youtube.com/watch?v=lY1qID5k5zk. Acesso em:28 de novembro de 2020.

LEITÃO, Miriam. Flávia e o bolo de chocolate. Editora: Rocco Digital; 1ª edição (1 junho 2015).

MACHADO, Ana Maria. Menina Bonita do Laço de Fita,Ed. Ática, 9ªED. (2011)

Normal é ser diferente. Grupo grandes pequeninos. Disponível em: https://www.youtube.com/watch?v=700wfQZ5n7g. Acesso em: 28 de novembro de 2020.

PARR, Todd. O LIVRO DA FAMÍLIA.” Ed. Panda Books. São Paulo, 2003. Disponível em: https://web2.petropolis.rj.gov.br/see/educa-em-casa/uploads/arquivos/o-livro-da-familia-pdf.pdf. Acesso em: 28 de novembro de 2020.

Rita Rameh. Quem mora na sua casa. Disponível em: https://www.youtube.com/watch?v=EpDKjnRvWqM&t=48s. Acesso em: 28 de novembro de 2020.

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