Oficina discute desafios de gênero e raça na EJA

Publicado em 1 de março de 2016

O objetivo é articular novas estratégias de ação junto a educadores, pesquisadores e ativistas.

 

IMG_2708

Foi realizada no dia 24 uma oficina para discutir desafios e avanços das questões de Gênero e Raça na Educação de Jovens e Adultos. A oficina, organizada pela Ação Educativa, Geledés, ECOS e Cladem, tem por objetivo articular novas estratégias de ação junto aos educadores, pesquisadores e ativistas convidados.
Entre os convidados, estavam Sérgio Haddad, da Ação Educativa, Analise Silva dos Fóruns de EJA/CNAEJA, Joana Passos, da Universidade Federal de Santa Catarina, Natalino Neves da Silva, do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia de Ouro Preto, Michele Escoura, doutoranda da Universidade de São Paulo, Edneia Golçalves,  da Ação Educativa, Ariel Nolasco, do programa Transcidadania (Prefeitura de São Paulo) e Denise Abreu, do CIEJA.

As mesas discutiram de que forma o EJA pode ser usado como estratégia política de enfrentamento de desigualdades, que levam os estudantes a se tornarem alvos de mecanismos de marginalização no chamado “ensino regular”.  Falou-se das restrições de oportunidade de inserção no mercado de trabalho e exposição à violência, principalmente envolvendo a juventude negra e a população de travestis e transexuais.
Ente as questões envolvendo gênero, os convidados debateram necessidades de política específicas para homens e mulheres, como a criação de salas de acolhimento para que os filhos das estudantes mulheres não vivam em uma perspectiva de abandono ao acompanharem as mães e também não atrapalhem o aprendizado ou impeçam a permanência dessas alunas.

No debate de uma educação antirracista, assuntos como exposição à violência da juventude negra e necessidade de valorização da cultura africana, história da África e educação antirracismo dentro das salas de aula foram citados como elementos importantes.

De forma geral, discutiu-se como surgimento de novos sujeitos sociais não previstos pela educação tradicional, impulsionados pelos movimentos sociais, reafirmam a escola como direito e espaço de acolhimento das diversidades de classe, etária, étnica, regional, racial e de gênero, reforçando a necessidade de uma flexibilidade maior de currículo e estrutura para atender essas demandas.
O encerramento foi feito por Denise Carreira, da Ação Educativa, que ajudou o grupo a afinar a agenda para as políticas públicas e reunir os encaminhamentos necessários para a realização dessas mudanças.

As fotos do evento podem ser encontradas na nossa página no Facebook.