Viajando na “máquina” da humanidade: o corpo e seus “deslimites”

Autoria: Marina Venâncio Grandolpho

Estado: São Paulo (SP)

Etapa de Ensino: Ensino Fundamental II

Modalidade: Educação de Jovens e Adultos, Educação Especial, Educação Regular

Disciplina: Artes, Biologia, Educação Física, Geografia do Brasil, Geografia Geral, História do Brasil, História Geral, Inglês, Língua Portuguesa, Matemática, Sociologia

Formato: Remoto

Sobre Marina Venâncio Grandolpho

Marina Venâncio Grandolpho é licenciada em Letras Português/Espanhol e mestra em Estudos de Literatura pela Universidade Federal de São Carlos, além de doutora em Estudos Literários pela Unesp/Araraquara. Atualmente, é professora de Língua Portuguesa na rede municipal de Campinas (SP).

Objetivos

A proposta de trabalho Viajando na “máquina” da Humanidade: o corpo e seus “deslimites” tem por objetivos gerais incentivar a curiosidade dos alunos em relação ao mundo e ao conhecimento por meio de uma sequência didática produzida de forma coletiva e inter/transdisciplinar e manter os/as estudantes motivados/motivadas e confiantes no seu potencial de aprendizado autônomo. Além disso, objetiva-se estimular a construção dessa autonomia a partir de leituras e reflexões dialógicas, que considerem suas vivências e realidades, e incentivar o protagonismo do corpo discente, valorizando a diversidade de sua cultura e linguagem.

Essa proposta busca, também, viabilizar a discussão de nomes de importantes atores e sua colocação na história por meio de sua diversidade e representação, além de promover uma reflexão inicial sobre si mesmos/mesmas, suas características e como estas se colocam no mundo, como a sociedade constrói diversos padrões e se constituem dentro deles, normatizando o que é construído como "ideal" e excluindo o que rompe as expectativas em relação a esse "ideal".

A sequência didática tem como objetivo específico a desconstrução de padrões corporais, culturais e estéticos que limitam e violentam a diversidade física/étnica/cultural dos corpos humanos. É uma sequência que instiga os/as estudantes a derrubar “rótulos”, desfazer preconceitos e ressignificar palavras. O intuito é fornecer aos alunos conhecimentos e ferramentas para transpor “limites” impostos por pensamentos e culturas discriminatórias, racistas, machistas e capacitistas.

Ainda que a reflexão seja sobre a violência sobre todos os corpos, um dos objetivos centrais dentro dessa especificidade é apontar como corpos femininos ou que performam feminilidade, além de qualquer outro corpo que fuja à expectativa de performance de gênero construída socialmente binariamente (masculino/feminino), estão mais suscetíveis a essa violação. Por isso, um dos enfoques da abordagem é discutir como a violência que pauta a padronização dos corpos afetam muito mais os corpos femininos, trans e homossexuais. Ao suscitar esse debate, intenta-se, também, propor modos de enfrentamento das desigualdades, por meio da inclusão e da demonstração da força e resistência coletiva.

Partindo desses objetivos específicos iniciais, espera-se atingir também: o combate ao bullying escolar e as violências físicas/psicológicas de um modo geral, a identificação das relações étnico-raciais e de gênero presentes na sociedade brasileira, a efetiva desconstrução dos padrões sociais que violentam a diversidade física/étnico/racial, o incentivo da compreensão crítica acerca das relações sociais de produção/reprodução que promovem a construção dos padrões de moda/beleza que as violências físicas e psicológicas, sobretudo de gênero, já abordadas, além da reflexão de como essas imposições de padrões podem adoecer pessoas, principalmente meninas e mulheres, levando-as a desenvolver doenças relacionadas à distorção de imagem, como distúrbios alimentares, além de transtornos psíquicos, como ansiedade, síndrome do pânico e depressão.

Por fim, todos esses objetivos entrelaçados orbitam em torno da sensibilização do corpo docente e discente em relação às causas e às consequências das relações de opressão construídas a partir dessa imposição tão pejorativa de padrões, que precisam, urgentemente, ser desconstruídos.

Conteúdo

Esta sequência didática segue uma narrativa que se desenvolve em onze capítulos transdisciplinares e dialógicos, acessíveis e construídos pelo Google Forms pelo coletivo de professores da EMEF/EJA Oziel Alves Pereira. Em cada um dos capítulos as personagens centrais (Priscylla e Matias) trazem uma problemática, para que assim os conteúdos sejam apresentados pelos tutores, como uma forma de contribuir para a solução das questões apresentadas. A seguir, são apresentados os conteúdos e objetos de conhecimento específicos de cada um dos capítulos, os quais podem ser acessados pelos links dispostos abaixo de seus títulos.

Introdução e Capítulo 1: O Intruso
Link para o Formulário: https://forms.gle/9XzPwBift2y6yBgF6
Os/as estudantes são convidados a realizar uma viagem a respeito do corpo humano, sua diversidade e seus “deslimites”. Como forma de se trabalhar a educação especial e a inclusão, a questão do corpo deficiente é apresentada logo na introdução: o corpo deficiente deve ser visto como um corpo falho? Qual o significado da palavra deficiência? O capítulo 1 segue com a apresentação das personagens centrais, Priscylla e Matias, dois adolescentes que conversam por whatsapp sobre dilemas cotidianos. Priscylla é quem traz a problemática central: ela sofreu discriminações em sua escola por ser cadeirante. Como um passe de mágica, surge na conversa de whatsapp a personagem Stephen Hawking, o primeiro tutor que levará Priscylla e Matias em uma viagem pela evolução da humanidade, de forma a responder às seguintes questões: o corpo humano sempre foi igual? Ele foi visto e utilizado da mesma forma desde o surgimento dos primeiros seres humanos? Conteúdos relativos, principalmente, à Educação Especial, Biologia, História e Língua Portuguesa se desenvolvem neste capítulo introdutório. São eles:

  • Entender a origem, significados e ressignificados da palavra “deficiência”.

  • Analisar as estruturas funcionais dos hominídeos e suas adaptações ao ambiente.

  • Compreender o complexo processo da evolução humana, segundo a teoria da evolução.

  • Reconhecer a origem da humanidade e sua diversidade étnica.

  • Compreender a coordenação sensório/motora do organismo humano.

  • Reconhecer que os corpos deficientes são infinitos em suas possibilidades e que fazem parte da diversidade humana.

  • Ler, de forma autônoma, e compreender – levando em conta características dos gêneros e suportes.


Capítulo 2: Superando limites, criando "deslimites"

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A partir do susto pelo contato inesperado com o primeiro tutor, Matias questiona quem é Stephen Hawking. Desta forma, o capítulo 2 tem como objetivo trazer um pouco mais da história de Stephen Hawking, suas conquistas e realizações nos estudos científicos, e apresentar sua deficiência, a esclerose lateral amiotrófica. Por Stephen Hawking ser britânico, vocabulários da língua inglesa também são trabalhados no capítulo. Desta forma, conteúdos de Educação Especial, Biologia, Inglês e Língua Portuguesa são apresentados:

  • A partir do estudo da esclerose lateral amiotrófica e suas consequências, compreender a importância da ciência e tecnologia para conferir maior qualidade de vida aos corpos deficientes.

  • Reconhecer a importância da capacidade respiratória do ser humano e o funcionamento do diafragma.

  • Praticar vocabulário de inglês relativo às partes do corpo humano.

  • Analisar e refletir sobre a complexidade e importância da mente humana, sua capacidade imagética e suas possibilidades infinitas de adaptação.

  • Ler, de forma autônoma, e compreender – levando em conta características dos gêneros e suportes.


Capítulo 3: Nas Paralimpíadas, todos os corpos são diferentes

Link para o formulário: https://forms.gle/y3ZAryeSXFCCAPKf7

Aqui nossos personagens começam a ver e entender melhor que as barreiras impostas pelas deficiências podem ser superadas, mas Priscylla, movida pelo desejo de não só trabalhar suas potencialidades de forma intelectual, expressa a Matias o seu desejo de se sentir mais livre, movimentar o corpo e praticar atividade física. Neste momento o tutor Stephen Hawking apresenta a eles os Jogos Paralímpicos. Desta forma, conteúdos de Educação Especial, Educação Física, Matemática, História, Inglês e Língua Portuguesa são apresentados para que o aluno possa:

  • Conhecer e compreender o contexto histórico em que os Jogos Olímpicos se desenvolveram, passando pela história de seu criador, o médico Ludwig Guttmann.

  • Compreender as ideias eugenistas e de supremacia racial impostas pela ideologia nazista e identificar os grupos que sofriam as perseguições e discriminações na Alemanha nazista, com destaque para as pessoas com deficiência.

  • Conhecer o desenvolvimento e a variedade dos esportes adaptados, o caminho e barreiras que as Paralimpíadas enfrentaram até conseguir sua unificação com os jogos Olímpicos.

  • Mostrar algumas histórias de vida de atletas de destaque, destacando seus caminhos de superação e de possibilidades que as pessoas deficientes possuem.

  • Evidenciar a capacidade que o esporte e a prática esportiva possui para afetar positivamente na vida da pessoa com deficiência e a mudança de visão da sociedade sobre as pessoas com deficiência a partir dos Jogos Paralímpicos.

  • Desenvolver o raciocínio lógico, o espírito de investigação e a capacidade de produzir argumentos convincentes, recorrendo aos conhecimentos matemáticos para compreender e atuar no mundo.

  • Reconhecer, a partir da audição da língua inglesa e da leitura textual, similaridades entre a língua inglesa e a língua portuguesa.

  • Ler, de forma autônoma, e compreender – levando em conta características dos gêneros e suportes.


Capítulo 4: Suméria, Egito Antigo e Índia - outras visões sobre a deficiência

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Neste capítulo, a problemática gira em torno de como as pessoas com deficiência viviam em sociedades mais antigas. Há uma breve explanação sobre a exclusão dos corpos com deficiência em sociedades como Roma antiga e Grécia antiga. O conteúdo aprofunda-se no estudo de sociedades em que havia exemplos da inclusão de pessoas com deficiência, como os povos sumérios (os/as estudantes são convidados a analisar um “mito da criação” sumério que trata da origem dos corpos deficientes), Egito antigo (a partir de imagens de pessoas com deficiência sendo tratadas de forma igualitária e de documentos históricos onde infere-se uma preocupação na forma de tratamento de pessoas deficientes) e Índia (antiga e atual), com o exemplo de divindades religiosas que são representadas em corpos de diversos membros, que fogem do considerado “comum”. Além disso, o capítulo também trata da deficiência visual na antiguidade, e possibilita uma experiência sensorial aos alunos com a audição de uma fábula do folclore indiano, a fábula dos Sete Sábios Cegos. Vocabulários em inglês relativos à fábula também são abordados ao final do capítulo. Os conteúdos específicos trabalhados foram articulados entre História, Geografia, Educação Especial, Língua Portuguesa e Inglês:

  • Compreender como se deu a inserção e/ou exclusão social de pessoas com deficiência em povos/culturas distintas, tais como na Roma Antiga, Grécia antiga, Suméria, Egito antigo e Índia.

  • Elaborar questionamentos, hipóteses e proposições em relação a fontes iconográficas e documentos históricos.

  • Identificar interpretações que expressam visões de diferentes sujeitos, culturas e povos, e posicionar-se criticamente com base em princípios éticos, democráticos,

  • inclusivos, sustentáveis e solidários.

  • Experienciar possibilidades sensoriais diferenciadas, de forma a reconhecer formas de compreensão de mundo por meio da audição e da ausência da visão.

  • Identificar similaridades e diferenças entre a língua inglesa e a língua portuguesa, articulando-as a aspectos sociais, culturais e identitários, em uma relação intrínseca entre língua, cultura e identidade.

  • Ler, de forma autônoma, e compreender – levando em conta características dos gêneros e suportes.

  • Inferir a presença de valores sociais, culturais e humanos e de diferentes visões de mundo, em textos literários, reconhecendo nesses textos formas de estabelecer múltiplos olhares sobre as identidades, sociedades e culturas e considerando a autoria e o contexto social e histórico de sua produção.

  • Analisar, em textos narrativos ficcionais, as diferentes formas de composição próprias de cada gênero.


Capítulo 5: A representação do corpo deficiente na literatura

Link para o formulário: https://forms.gle/v32j8EzjVSsL462K7

No capítulo em questão, buscou-se efetivar um diálogo entre literatura e sociologia. A partir de uma personagem literária e sua localização histórica, propôs-se uma leitura do texto que refletisse sobre a situação de um corpo com deficiência no século XIX em relação a um corpo com deficiência nos dias atuais. Há uma perspectiva dos estudos literários que estuda a representação de corpos deficientes na ficção literária e o quanto a sua representação está ligada ao modo como a nossa sociedade, historicamente, os ignora ou estigmatiza. Nesse sentido, é evidente que o capacitismo ainda pauta o olhar de nossa sociedade sobre corpos deficientes.

Para demonstrá-lo, articulou-se a interpretação do texto e contextos literários e a análise de questões sociais, possibilitando a percepção de nuances não só de dois momentos históricos diferentes, mas também em relação aos gêneros das personagens. Isso torna possível uma provocação mais profunda, por meio da explicitação da ideia de que um corpo feminino deficiente é duplamente oprimido, uma vez que o olhar social é pautado tanto pelo capacitismo quanto pelo machismo. Para que essa provocação se viabilizasse, Priscylla e Matias travaram contato com a narrativa da personagem Eugênia, de Memórias Póstumas de Brás Cubas (Machado de Assis), que viveu num contexto em que as opressões eram menos veladas. Nesse percurso, os estudantes visitaram conteúdos relativos a: Língua Portuguesa (por meio da Literatura), Sociologia, Educação Especial e História, entre os quais podemos destacar:

  • Analisar, entre os textos literários e entre estes e outras manifestações artísticas referências explícitas ou implícitas a outros textos.

  • Ler, de forma autônoma, e compreender – levando em conta características dos gêneros e suportes.

  • Inferir a presença de valores sociais, culturais e humanos e de diferentes visões de mundo, em textos literários, reconhecendo nesses textos formas de estabelecer múltiplos olhares sobre as identidades, sociedades e culturas e considerando a autoria e o contexto social e histórico de sua produção.

  • Analisar, em textos narrativos ficcionais, as diferentes formas de composição próprias de cada gênero.

  • Inferir e justificar o efeito de humor, ironia e/ou crítica pelo uso ambíguo de palavras, expressões ou imagens ambíguas, de clichês, de recursos iconográficos, de pontuação etc.

  • Articular o verbal com o visual na (re)construção dos sentidos de textos científicos, retextualizando o discursivo para o esquemático – esquema, tabela, ilustração etc.

  • Engajar-se ativamente nos processos de produção de textos, escritos ou orais, que reflitam sobre o tema central da proposta e/ou seus subtemas.

  • Apropriar-se da linguagem escrita, reconhecendo-a como forma de interação nos diferentes campos de atuação da vida social e utilizando-a para ampliar suas possibilidades de participar da cultura letrada, de construir conhecimentos e de se envolver com maior autonomia e protagonismo na vida social.

  • Ser capaz de elaborar análises transtemporais/trans históricas, exercitando a intertextualidade e cruzando diferentes textos e contextos.

  • Construir questionamentos, hipóteses, argumentos e proposições em relação a documentos, interpretações e contextos históricos específicos, recorrendo a diferentes linguagens, gêneros textuais e mídias, exercitando a empatia, o diálogo, a resolução de conflitos, a cooperação e o respeito.

  • Compreender, identificar e respeitar as diversidades e os movimentos sociais, contribuindo para a formação de uma sociedade igualitária, empática, que preze pelos valores da convivência humana e que garanta direitos.


Capítulo 6: Cada um tem sua própria forma de ser e estar no mundo!

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O capítulo 6 é um capítulo de transitoriedade entre os estudos que seguem a temática dos corpos com deficiência para as questões relacionadas à estética e padronização da beleza e da moda. De forma a possibilitar essa transição, surge a tutora Frida Kahlo, que, por meio de sua história e obra de vida, possibilita a junção dos estudos centrais. Na narrativa que se segue, Priscylla apresenta seus questionamentos sobre beleza escritos em seu diário pessoal, e o texto “Autoestima e deficiência”, da autora cadeirante Priscylla Piucco, em quem nos inspiramos para a construção da personagem, é também analisado. Um estudo mais aprofundado sobre a vida, obra e arte de Frida Kahlo é apresentado, o que permite aos alunos o acesso ao diálogo entre Arte, História, Língua Portuguesa e Geografia a fim de:

  • Conhecer o conceito de “sororidade” e sua importância na construção de um sentimento coletivo de respeito e união entre o gênero feminino.

  • Possibilitar a análise dos temas referentes ao questionamento de padrões estéticos em diferentes gêneros textuais, como diário e relato pessoal.

  • Conhecer e compreender a história de vida de Frida Kahlo, de forma a reconhecer que as intempéries presentes em sua vida foram essenciais para a inspiração de seus trabalhos artísticos.

  • Pesquisar e analisar a arte visual dos autorretratos de Frida Kahlo, de modo a cultivar a percepção, o imaginário referentes à uma pluralidade artística que questiona os padrões estéticos de beleza impostos no mundo contemporâneo.

  • Ler, de forma autônoma, e compreender – levando em conta características dos gêneros e suportes.

  • Inferir a presença de valores sociais, culturais e humanos e de diferentes visões de mundo, em textos literários e não literários, reconhecendo nesses textos formas de estabelecer múltiplos olhares sobre as identidades, sociedades e culturas e considerando a autoria e o contexto social e histórico de sua produção.

  • Ser capaz de elaborar análises transtemporais/trans históricas, exercitando a intertextualidade e cruzando diferentes textos e contextos.

  • Localizar geográfica e historicamente o país, a cultura e o contexto vivenciados por Frida Kahlo.


Capítulo 7: A matemática dos padrões de beleza

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O capítulo 7 é a porta de entrada para o estudo de como foi construída a padronização da beleza. Vinculando-se às ideias já iniciadas no capítulo 6, sua introdução traz reflexões do livro “O Mito da Beleza”, em que a autora, Naomi Wolf, apresenta como os padrões de beleza são uma construção social que oprime e viola os corpos, especialmente os das mulheres. Como uma maneira de incluir as reflexões estéticas em todos os gêneros, a problemática da gordofobia é apresentada pela personagem Matias, um adolescente que sofre bullying por ser gordo, conciliando com a ideia de Wolf de que o mito da beleza masculina também foi estabelecido socialmente nas últimas décadas. A partir daí, a problemática apresentada pelas personagens é criada a partir da constatação de que os padrões estéticos de beleza são europeizados: corpos brancos, altos, jovens, magros, de cabelo liso e sem deficiência são entendidos como o padrão. De forma a questionar essa padronização europeia, a nova tutora apresentada no capítulo é Micaela Bastidas, líder indígena e comandante de uma das maiores rebeliões do século XVII de indígenas e negros contra a dominação dos espanhois no antigo território ocupado pelos incas. Ao longo do capítulo, Micaela apresenta aos estudantes a associação dos padrões estéticos de beleza aos estudos matemáticos relativos à proporção, razão áurea, e simetria. O capítulo permite a compreensão de como os estudos matemáticos contribuíram para a construção dos ideais e padrões estéticos de beleza, no entanto, ao final, desconstrói-se a ideia de que a beleza precisa estar associada a padrões matemáticos e europeizados, um vez que há a possibilidade de se enxergar beleza em todos os tipos de corpos existentes no mundo, sem haver a necessidade de se considerar aspectos como simetria ou proporção. Embora o capítulo tenha o enfoque na Matemática, ele traz também conteúdos vinculados à História, Sociologia, Língua Portuguesa e Educação para a Cidadania, como podemos conferir a seguir:

  • Promover e/ou discutir projetos que abordam, sobretudo, questões de urgência social, com base em princípios éticos, democráticos, sustentáveis e solidários, valorizando a diversidade de opiniões de indivíduos e de grupos sociais, sem preconceitos de qualquer natureza.

  • Desenvolver soluções para problemas científicos e matemáticos usando diferentes ferramentas, inclusive digitais. Nesse processo, o educando incorpora gradualmente o método de produção do conhecimento científico, coletando, reproduzindo e analisando informações e dados; e elaborando explicações e/ou modelos explicativos.

  • Articular o raciocínio lógico, o espírito de investigação e a capacidade de produzir argumentos convincentes, recorrendo aos conhecimentos matemáticos para compreender criticamente as práticas socioculturais e modificar ativamente sua realidade social.

  • Compreender aspectos da história e da cultura indígena americana, considerando a história de mulheres indígenas e o seu papel ativo em movimentos e lutas sociais.

  • Identificar relações étnico-raciais e de gênero na cultura latino-americana que corroboram para uma epistemologia decolonial, isto é, para a desconstrução de uma história e de padrões eurocêntricos.

  • Ler, de forma autônoma, e compreender – levando em conta características dos gêneros e suportes.

  • Inferir a presença de valores sociais, culturais e humanos e de diferentes visões de mundo, em textos literários e não literários, reconhecendo nesses textos formas de estabelecer múltiplos olhares sobre as identidades, sociedades e culturas e considerando a autoria e o contexto social e histórico de sua produção.


Capítulo 8: Para ter super poderes tem que seguir padrão?

Link para o formulário: https://forms.gle/Vy2nyanTdYKt2Bjm8

Continuando os estudos sobre padronização de corpos, o capítulo 8 leva a temática para o universo dos quadrinhos e do cinema. Matias traz o problema ao questionar a impossibilidade de ver seu corpo representado na figura de um super-herói, isto é, sem apresentar o estereótipo que ele acredita ser necessário para tal. De forma a incluir uma personagem que migre entre os quadrinhos e cinema, Micaela Bastidas cede espaço à personagem Rei T’Challa, que se torna o tutor encarregado a acompanhar os estudos de Priscylla e Matias. T’Challa parte da representação dos corpos de super-heróis da Sociedade da Justiça da América da década de 1950, de forma a levantar o questionamento sobre a ausência de representatividade e de diversidade nos quadrinhos no século XX.

Ao longo do capítulo, os/as estudantes são levados a observar os estereótipos e as discriminações étnico-raciais e de gênero presentes especialmente na cultura HQ (Marvel e DC Comics) e cinema hollywoodiano, considerando que são exemplos de universos midiáticos que mais influenciam a cultura infantojuvenil brasileira. A partir do crescente movimento de reivindicações pela inclusão de personagens mais plurais, aliado à necessidade de expansão do mercado consumidor, o capítulo também apresenta as transformações vividas pelos universos abordados, trazendo exemplos que possibilitam compreender o início de uma representatividade mais elaborada em ambos os universos, especialmente a partir do século XXI. Apesar disso, recomenda-se que seja trabalhado com os alunos em sala de aula o quanto essa representatividade é falha e pautada nos ideais de padrões europeus. O capítulo é finalizado com uma homenagem a Chadwik Boseman e a relação de seu trabalho pautado no combate aos estereótipos étnico-raciais com o trabalho desenvolvido em Africanidades na Emef/Eja Oziel Alves Pereira. Wakanda Forever! Os conteúdos específicos trabalhados envolveram as áreas de Geografia, História, Inglês, Sociologia, Língua Portuguesa e Sexualidade:

  • Compreender de que maneira a realidade do espaço geográfico e das relações de poder afetam a produção de mídias como quadrinhos e cinema.

  • Identificar as relações étnico-raciais e de gênero presentes nas sociedades estudadas e desenvolver uma atitude de questionamento diante dos problemas sócio-espaciais em diferentes contextos.

  • Analisar o processo de ocupação dos espaços midiáticos por diferentes etnias, gêneros e outras minorias historicamente desfavorecidas nos meios de comunicação.
    Reconhecer características da cultura-norte-americana nos universos midiáticos e a maneira como tais universos influenciam a cultura brasileira.

  • Compreender conceitos relativos à sexualidade e identidade de gênero, como a conceitualização da sigla LGBTQI+.

  • Reconhecer a urgente necessidade de um processo de maior representatividade de grupos minoritários (referentes às relações de poder) como negros, indígenas, mulheres, pessoas com deficiência e população LGBTQI+ que não são representados em meios midiáticos de maneira proporcional e que ainda sofrem estereótipos por conta de estruturas e pensamentos racistas, machistas, homofóbicos e discriminatórios.

  • Ler, de forma autônoma, e compreender – levando em conta características dos gêneros e suportes.

  • Inferir a presença de valores sociais, culturais e humanos e de diferentes visões de mundo, em textos literários e não literários, reconhecendo nesses textos formas de estabelecer múltiplos olhares sobre as identidades, sociedades e culturas e considerando a autoria e o contexto social e histórico de sua produção.


Capítulo 9: A representação dos corpos nas letras de músicas

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Partindo de letras de músicas, buscou-se promover uma discussão a respeito do tratamento dos corpos femininos em nossa sociedade. As análises de letras musicais permitiram refletir sobre a objetificação e, consequente, violação dos corpos das mulheres e que isso ocorre sobretudo por conta do sexismo, reverberado no machismo entranhado socialmente. As análises também evidenciaram o quanto é importante superar a socialização sexista, empoderando meninas e mulheres para o enfrentamento de situações que gerem qualquer tipo de violação ao corpo feminino e conscientizando meninos e homens sobre a necessidade do combate a todas as formas de opressão e sobre seu papel de apoio nessa luta, protagonizada pelas mulheres. O que permitiu as reflexões nesse sentido foi a interpretação das letras, (re)conhecimento de contextos e personalidades históricos que apareciam no seu corpo de texto, além dos conhecimentos prévios dos alunos, adquiridos tanto por meio da educação formal quanto por meio de suas vivências. Dessa forma, foram articulados diversos conteúdos curriculares de Língua Portuguesa, História, Literatura, Arte e Educação para cidadania, tais como:

  • Ler, de forma autônoma, e compreender – levando em conta características dos gêneros e suportes.

  • Inferir a presença de valores sociais, culturais e humanos e de diferentes visões de mundo, em textos diversos, reconhecendo neles formas de estabelecer múltiplos olhares sobre as identidades, sociedades e culturas e considerando a autoria e o contexto social e histórico de sua produção.

  • Diferenciar liberdade de expressão de discursos de ódio, posicionando-se contrariamente a esse tipo de discurso, vislumbrando possibilidades de denúncia.

  • Identificar em letras de músicas, memes, imagens os principais temas/subtemas e ideias defendidas, além da presença de humor, crítica e ironia.

  • Inferir e justificar o efeito de humor, ironia e/ou crítica pelo uso ambíguo de palavras, expressões ou imagens ambíguas, de clichês, de recursos iconográficos, de pontuação etc.

  • Articular o verbal com o visual na (re)construção dos sentidos de textos científicos, retextualizando o discursivo para o esquemático – esquema, tabela, ilustração etc.

  • Interpretar, em poemas, efeitos produzidos pelo uso de recursos expressivos sonoros (estrofação, rimas, aliterações etc.), semânticos (como figuras de linguagem), imagens e sua relação com o texto verbal.

  • Engajar-se ativamente nos processos de produção de textos, escritos ou orais, que reflitam sobre o tema central da proposta e/ou seus subtemas.

  • Envolver-se em práticas de leituras que possibilitem o desenvolvimento do senso estético para fruição, valorizando as manifestações artístico-culturais como formas de acesso às dimensões lúdicas, de imaginário e encantamento, reconhecendo o potencial transformador e humanizador da experiência com a literatura e a música.

  • Explorar, conhecer, fruir e analisar criticamente práticas e produções artísticas e culturais do seu entorno social, sobretudo aquelas manifestas na arte e nas culturas que constituem a identidade brasileira, sua tradição e manifestações contemporâneas.

  • Estabelecer relações entre arte, mídia, mercado e consumo, compreendendo, de forma crítica e problematizadora, modos de produção e de circulação da arte na sociedade.

  • Reconhecer interpretações que expressam visões de diferentes sujeitos, culturas e povos com relação a um mesmo contexto histórico, e posicionar-se criticamente com base em princípios éticos, democráticos, inclusivos, sustentáveis e solidários.

  • Identificar os efeitos de sentido produzidos pelo uso/interação de recursos expressivos gráfico-visuais; de elementos linguísticos e recursos paralinguísticos e cinésicos; de variações no ritmo, modulações no tom de voz, pausas, manipulações do estrato sonoro da linguagem; e de figuras de linguagem.

  • Compreender acontecimentos históricos, relações de poder e processos e mecanismos de transformação e manutenção das estruturas sociais, políticas, econômicas e culturais ao longo do tempo e em diferentes espaços para analisar, posicionar-se e intervir no mundo contemporâneo.


Capítulo 10: O corpo e a moda - disputas entre a indústria e a cultura

Link para o formulário: https://forms.gle/uFZ8CPm4qFQhxgfK8

O capítulo busca abordar como a moda é uma forma de expressão de determinados grupos e culturas e qual a relação entre as influências da indústria da moda sobre nossos corpos e sobre como ela se reflete nas culturas de um modo geral, às vezes apropriando-se de símbolos culturais e ressignificando-os dentro de uma lógica de mercado, às vezes apagando resquícios culturais de determinadas sociedade e padronizando as diversidades que também estão presentes nas vestimentas de determinados grupos.

Para viabilizar a compreensão dessas questões, efetiva-se um diálogo entre História (viabilizando a contextualização da moda e da indústria têxtil e vestuária ao longo dos anos), Sociologia (pautando as discussões sobre apropriação cultural e relações de poder dentro da moda), Arte (apresentando modistas que tentaram apresentar uma moda conceitual, dialogando com a Arte e rompendo, portanto, com a padronização pautada pela indústria da moda), Educação Física (suscitando um debate essencial sobre o papel da indústria da moda no vestuário esportivo e informando adequadamente quais a reais necessidades de um consumidor que pratica atividade física) e Língua Portuguesa (explorando a habilidade de leitura autônoma e interpretação de textos propostos). Assim, as disciplinas em questão propõem:

  • Pesquisar e conhecer distintas matrizes estéticas e culturais (especialmente aquelas manifestas na arte e nas culturas que constituem a identidade brasileira), sua tradição e manifestações contemporâneas, reelaborando-as nas criações em Arte e Moda.

  • Compreender acontecimentos históricos, relações de poder e processos e mecanismos de transformação e manutenção das estruturas sociais, políticas, econômicas e culturais ao longo do tempo e em diferentes espaços para analisar, posicionar-se e intervir no mundo contemporâneo.

  • Relacionar a economia global, o desenvolvimento tecnológico e as desigualdades econômico-sociais no mundo atual, posicionando-se criticamente e estabelecendo relações entre o todo e a parte, o micro e o macro.

  • Estabelecer relações entre arte, mídia, mercado e consumo, compreendendo, de forma crítica e problematizadora, modos de produção e de circulação da arte na sociedade

  • Analisar e compreender o movimento de populações e mercadorias no tempo e no espaço e seus significados históricos, levando em conta o posicionamento crítico, a empatia e a valorização da democracia e da solidariedade.

  • Reconhecer os caminhos da indústria e da tecnologia esportivas, sua importância, mecanismos de produção dos trajes esportivos e suas relações com o uso final pelo consumidor.

  • Compreender e analisar fatores biomecânicos envolvidos no desenvolvimento dos calçados e saber reconhecer a própria biomecânica corporal especificamente da pisada e sua importância para escolha do calçado mais adequado, e que esta escolha ser desvinculada de um alto custo financeiro.

  • Analisar e reconhecer as dicotomias e desigualdades presentes no mundo expostos diretamente na vestimenta dos atletas, e o uso deste como forma de expressão e até mesmo de protesto.

  • Ler, de forma autônoma, e compreender – levando em conta características dos gêneros e suportes.

  • Inferir a presença de valores sociais, culturais e humanos e de diferentes visões de mundo, em textos literários, reconhecendo nesses textos formas de estabelecer múltiplos olhares sobre as identidades, sociedades e culturas e considerando a autoria e o contexto social e histórico de sua produção.


Capítulo 11: (Final): Capitalismo, Globalização, Indústria da Beleza e suas consequências: como RESISTIR?

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O capítulo final desta sequência didática relaciona a imposição dos padrões estéticos da indústria da beleza e da indústria da moda com a ordem macroeconômica do sistema capitalista e a uniformização e mercantilização dos padrões por meio da globalização. Diante dos conhecimentos já adquiridos pelas discussões e estudos anteriores, Matias e Priscylla, se tornam então os tutores do capítulo final. Eles apresentam à Micaela e ao Rei T’Challa a necessidade de se pensar em uma resistência aos padrões e rótulos impostos pelo sistema mercantil capitalista e sua habilidade em impulsionar a sociedade a um consumismo desenfreado e superficial. Desta forma, o capítulo trabalha os conceitos de capitalismo e globalização, ao mesmo tempo em que investiga como a indústria da Beleza e Indústria da moda têm como finalidade a obtenção contínua do lucro, ao mesmo tempo em que contribui para uma uniformização de conceitos estéticos europeizados. Dentro desse panorama, a matemática impulsiona a discussão ao trabalhar estatísticas relacionadas às cirurgias estéticas, onde o/a estudante é levado à constatação de uma das consequências da objetificação do corpo feminino: as mulheres são as que mais se sentem na obrigação de corresponder aos padrões estéticos impostos pela cultura patriarcal. Por meio da biologia, o capítulo aborda também doenças psiquiátricas que afetam o comportamento alimentar e a percepção corporal do indivíduo, a exemplo da bulimia e anorexia.

Diante de todos estes conhecimentos e discussões os alunos são convidados para que ativamente reflitam, falem e proponham novas alternativas de modos de ser e estar no mundo de uma forma mais construtiva e em harmonia consigo, com o outro e com a natureza. A parte final do capítulo volta-se para as possibilidades de resistência, onde são apresentados algumas formas de resistência coletivas. Em sua última seção, a comunidade escolar e seu trabalho desenvolvido é também apresentado como uma forma de resistência, com destaque especial para o trabalho em Africanidades e a Educação Especial.

Desta forma, conteúdos específicos de geografia, história, matemática e biologia são trabalhados:

  • Compreender os fatores ligados a elevação da expectativa de vida e sua relação com a mercantilização.

  • Discutir a importância dos cuidados com a saúde e com a qualidade de vida, compreendendo os distúrbios que os padrões de sociedade e de beleza nos impõem.

  • Compreensão dos conceitos capitalismo e globalização e suas relações com o mundo do consumo e com a perpetuação de uma sociedade estruturada no patriarcado e no racismo.

  • Estudo de frações, números decimais, estatística e análise de tabelas e gráficos, importantes na demonstração do peso que a indústria estética (cosméticos, produtos de beleza e procediment

Metodologia

A metodologia de trabalho empregada para a sequência didática considera, sobretudo, os conhecimentos obtidos pelos/pelas alunos/alunas nos projetos interdisciplinares desenvolvidos institucionalmente ao longo ano letivo. São eles: Gaia (que enfoca as debates ambientais), Africanidades e Etnias (que atua na valorização da cultura africana e indígena, como forma de enfrentamento ao racismo), Sexualidade (que, além de propor estratégias de educação sexual, debate questões de gênero e sexualidade) e Atlética (que visa desmistificar a prática esportiva como algo mecânico e irreflexivo, ao mesmo tempo que fomenta um aprendizado pelo movimento propõe um novo olhar, mais inclusivo e acolhedor, sobre o corpo os esportes e atividade física como forma de ocupação dos espaços e reivindicação ativa por cidadania), além de considerar, também, a atuação da área de Educação Especial, que tem o papel fundamental e decisivo na luta anticapacitista.

Partindo desses conhecimentos prévios e também dos conhecimentos obtidos no currículo que integra cada disciplina, propõe-se a criação de uma narrativa, que inclui duas personagens protagonistas criadas especialmente para a atividade e que abarcam a pluralidade de corpos: Priscylla, uma adolescente negra, cadeirante e criativa, e Matias, um adolescente branco, acima do peso e estudioso. O processo de criação das personagens prevê o tratamento binário de gêneros justamente para evidenciar as disparidades entre eles ao longo da narrativa, construída por meio da mágica de personagens reais (vivos e não vivos) e ficcionais que surgem no meio dos diálogos de Whatsapp entre Priscylla e Matias. No entanto, o debate sobre gênero não se restringe aos dois protagonistas, uma vez que o trajeto dessa viagem pelos corpos ao longo da história da humanidade prevê o contato com outras reflexões de gênero e sexualidade, tanto da representação dos corpos femininos quanto da representação de corpos homossexuais e transexuais nas histórias em quadrinhos e no cinema, por exemplo.

O planejamento coletivo das atividades considera os eixos temáticos/temas geradores, interdisciplinares e acessíveis a todos e todas estudantes. Por essa razão, a viagem mágica que a narrativa aborda considera ferramentas de comunicação/informação que dialogam com a realidade dos/das alunos/alunas, como o Whatsapp, o Instagram, o Youtube. Essa estratégia é mobilizada por meio da elaboração de vídeos que simulam os diálogos entre as personagens, além de simular o compartilhamento de vídeos/fotos/músicas/memes/figurinhas entre elas.

É desse modo que a sequência didática propõe uma viagem pela humanidade para descobrir o universo de questões que habitam nossos corpos e desenvolve uma narrativa composta por 11 capítulos, que abordam subtemas relacionados à (des)padronização dos corpos. Inicialmente, esses capítulos são apresentados como textos redigidos em documentos comuns em Word/PDF, porém transpô-los para o formato de imagens, vídeos e formulários é uma estratégia decisiva para que a interação entre docentes e discentes se dê de forma efetiva.

Assim, pode-se considerar que a sequência em questão é pensada para que os alunos e as alunas se identifiquem tanto com o conteúdo (os subtemas abordados ao longo da narrativa) quanto com a forma (o modo e os formatos que apresentam essas narrativas). Desse modo, foram criados/adotados avatares, ora ilustrados manualmente ora elaborados/editados digitalmente, que representam todas as personagens, fictícias e reais. As narrativas das personagens Priscylla e Matias, acompanhadas por personalidades extremamente plurais, conduziram essa jornada, buscando representar e debater as potências e as fragilidades que nossa humanidade traduz nos corpos.

Nessa perspectiva, figuras midiáticas e/ou históricas como o astrofísico Stephen Hawking, a artista plástica Frida Kahlo, a líder indígena Micaela Bastidas e o ator norte-americano Chadwick Boseman (apresentado na pele da personagem fictícia Rei T'Challa, o Pantera Negra) desempenham os papéis de tutores dos protagonistas Priscylla e Matias e ajudam a compor essa jornada imaginária em busca de conhecimento e consciência. No entanto, para que a aproximação da realidades dos/das estudantes fosse ainda maior, influencers e blogueiras de mídias digitais, que atuam ativamente no questionamento dos padrões corporais e de beleza impostos socialmente, são apresentados como fomentadores do processo de desconstrução de padrões objetivado na proposta de trabalho.

Toda essa movimentação da narrativa é construída a partir da constante interação entre as personagens principais e os tutores e tutoras que surgem magicamente em suas conversas e provoca a reflexão de alunos e alunas. Porém, a construção do aprendizado não se dá apenas autonomamente. Professores e professoras, além de serem os produtores das narrativas dos tutores e tutoras que aparecem na história, intermediam o processo de construção por meio de aulas on-line e de trocas de mensagens na plataforma Google sala de aula.

Por fim, importa observar que, embora a sequência didática seja planejada integralmente com antecedência, os capítulos são elaborados e formatados por etapas, o que possibilita que, ao longo do desenvolvimento dos capítulos, os alunos e alunas se interessem pelos subtemas abordados e também queiram fazer parte do processo de construção das atividades, seja por meio de sugestões de músicas, vídeos, histórias e personalidades ou por meio de participação com vídeos, áudios e ilustrações. Isso acontece porque todo o processo é pautado pelo convite à reflexão e ao engajamento. Assim, tanto o conteúdo quanto a forma escolhidos consideram não só a realidade, mas também os anseios dos/das estudantes, visando provocá-los constantemente para que se envolvam e participem de forma ativa do processo de aprendizagem, para que ele se concretize por todos os sujeitos nele envolvidos e favoreça tanto o sentimento de pertencimento quanto o protagonismo desses/dessas estudantes.

Recursos Necessários

Google suíte (Documentos, Planilhas, Apresentações, Formulários e acesso ao Drive); livros teóricos, didáticos e paradidáticos, e periódicos (vide bibliografia); editores e visualizadores de vídeos; Youtube; aulas e interações via Google Meet.

Duração Prevista

Considerando o contexto escolar de nossa comunidade, que, por conta da pandemia, está sendo pautado por atividades e aulas remotas, os capítulos foram postados ao longo de cinco semanas.

Inicialmente, as postagens foram divididas em três capítulos por semana, uma vez que os capítulos iniciais (capítulos de 1 a 6) são menores. Conforme a complexidade dos capítulos aumentou, eles passaram a ser postados divididos em duplas, sendo a última semana da atividade dedicada apenas ao capítulo 11.

No entanto, se a previsão do desenvolvimento da sequência didática for para aulas presenciais, estima-se que ele possa acontecer ao longo de 22 aulas, resultando em média duas aulas por capítulo e durando aproximadamente um mês.

Processo Avaliativo


  • Atividades propostas nos formulários, conectadas aos temas e objetivos de conhecimento presentes em cada capítulo e seção.

  • Produções de vídeos, desenhos e textos (escritos e orais).

  • Participação, por meio de reflexões/debates sobre o tema central e seus subtemas, nas aulas on-line e via plataformas mídias sociais (Google Meet, Whatsapp, Facebook).

Observações

No que diz respeito à forma da atividade, houve diversos aprendizados da equipe docente em relação aos recursos utilizados: edição do Google Formulários e formas de compartilhamento pelo Drive, edição de imagens e esquematizações, edição de vídeos e áudios de forma a adequá-los ao formulário, por exemplo. Já no que diz respeito ao conteúdo da atividade, as aprendizagens foram diversas e atingiram tanto alunos quanto professores e gestores. A viagem pela humanidade em busca da história dos nossos corpos e como eles são lidos/tratados socialmente mexeu profundamente com todos e todas envolvidos, e gerou excelentes discussões: as aulas on-line foram exemplos de como as reflexões propostas e provocadas a partir dessa jornada comoveram todos e todas. Muitos alunos e professores expuseram suas próprias angústias e percepções de como seus próprios corpos e a imagem de si próprios eram/são afetadas pela imposição dos padrões estéticos. Por meio de apresentações, conversas, reflexões, depoimentos etc. ficou perceptível que, além de possibilitar conhecimentos diversos, a viagem pela máquina da humanidade permitiu uma tomada de consciência de quem somos e o que podemos ser com nossos corpos (do jeitinho que eles são), apesar do que a lógica do sistema tenta impor a eles.

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