Escola sem homofobia: refletindo sobre conceitos, preconceitos, posturas e valores

Publicado em 30 de setembro de 2016

Instituição responsável: Centro de Ensino Médio de Gurupi

Estado: Tocantins
Município: Gurupi
Contato: Cláudio Carvalho Bento e Joana Maria Gomes Costa
Resumo do projeto:
A sexualidade não costuma ser um recorte da realidade social muito encampado pelo sistema educacional, embora seja uma importante esfera da experiência humana. Como professor da rede pública de ensino no Estado do Tocantins, percebi em relação às experiências relatadas pelos/as meus/minhas colegas docentes e por mim vividas, que além de uma demanda reprimida em relação às informações sobre essa temática, a lógica do preconceito por orientação sexual (homofobia) e sexismo é um operador constante na experiência cotidiana estudantil. Nesse sentido, e entendendo que o papel do/a professor/a é intermediar conflitos e trazer evidências da pluralidade de experiências sócio-culturais dos/as alunos/as, o processo primeiro a ser alcançado deve ser a desconstrução dos parâmetros heteronormativos de inteligibilidade social.
Metodologia:
A partir das aulas de Sociologia, desenvolvidas durante I bimestre, foi possível promover uma sequência de reflexões que propiciou uma nova leitura, por parte d@s alun@s, sobre as formas de se pensar os campos da sexualidade e das relações de gênero. A metodologia utilizada — exibição de filmes (longas e curtas-metragens), leituras efetivas do texto O que é ser mulher? O que é ser homem?…, de Nalu Faria e Miriam Nobre, seguidas de discussões com rodas de debate — foi possível promover uma pequena rede de articulação de ideias que, de acordo com os resultados atingidos, nos apontam a eficácia, em relação à linguagem pedagógica assumida, para se tratar dessas temáticas com um público adolescente.
Categoria: Gênero e Sexualidade
Público: Adolescentes
Outras informações úteis: Programa Mulher e Ciência – 8º Prêmio Construindo Igualdade de Gênero/SPM – Categoria Escola Promotora da Igualdade de Gênero