A violência que nasce com o silenciamento dos debates de gênero na escola

Publicado em 3 de maio de 2016

A violência é uma das principais consequências do enfraquecimento do debate de gênero nas escolas

Em sua apresentação durante Seminário Gênero e Educação que ocorreu no início de maio, o professor e ativista dos direitos humanos Toni Reis, que também integra a rede AGLBT, trouxe dados que mostram como a violência é uma das principais consequências do enfraquecimento do debate de gênero nas escolas.

“A cada dia 15 pessoas são vítimas de violências homofóbicas no Brasil”, afirmou ele.
Tony ainda ressaltou como há uma ofensiva conservadora que pretende criminalizar educadores/as que falem sobre gênero na sala de aula. “Hoje já há cerca de 13 estados brasileiros com notificações extraoficiais para impedir e punir escolas e professores que abordem gênero”, contou. Segundo ele, algumas cidades em estados como Paraná, Piauí e Pernambuco já aprovaram leis que criminalizam a discussão de gênero.

Pode parecer piada pronta, mas não é: Na Corrida contra retirada de gênero dos Planos Municipais de Educação no ano passado, “gênero alimentício” e “gênero literário” também foram excluídos dos planos de algumas cidades. “Isso mostra o nível da discussão e ignorância de quem está criando e aprovando essas leis”, pontuou o ativista.

Como estratégias de combate à ofensiva conservadora na educação, Reis sugere:
– Envolver as universidades no debate;
– Recorrer à Lei contra bullying aprovada no ano passado;
– Relembrar que Planos de Educação são leis complementares; e não tem peso maior que a LDB e a Constituição Federal que garantem direitos.

toni