A Intersecionalidade na Discriminação de Raça e Gênero

Publicado em 12 de julho de 2016

“As leis e as políticas nem sempre preveem que somos, ao mesmo tempo, mulheres e negras”. Confira texto da professora, pesquisadora e ativista Kimberle Crenshaw.

“Todas as pessoas sabem que têm tanto uma raça quanto um gênero, todas sabem que têm experiências de intersecionalidade. No entanto, as leis e as políticas nem sempre prevêem que somos, ao mesmo tempo, mulheres e negras. Por essa razão, esse projeto procura estabelecer uma ponte entre o que é vivenciado na prática e como uma
política pública prevê esses problemas. Uma das razões pelas quais a intersecionalidade constitui um desafio é que, francamente, ela aborda diferenças dentro da diferença.” Esse trecho da pesquisa da Kimberle Crenshaw revela muito de sua trajetória. Ela é professora de Direito da Universidade da Califórnia e da Universidade de Columbia, nos Estados Unidos, e uma importante pesquisadora e ativista norte-americana nas áreas dos direitos civis, da teoria legal afro-americana e do feminismo. É também responsável pelo desenvolvimento teórico do conceito da interseção das desigualdades de raça e de gênero. O trabalho de Kimberle Crenshaw influenciou fortemente a elaboração da cláusula de igualdade da Constituição da África do Sul. Um dos seus artigos integra o Dossiê da III Conferencia Mundial contra o Racismo (Durban, 2001), publicado pela Revista Estudos Feministas, nº1, 2002, sob a coordenação de
Luiza Bairros, da Universidade Católica de Salvador.

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